terça-feira, julho 31

Poema - O Vigilante e a Natureza



O que seria da nossa Natureza se não houvessem vigilantes?
Vamos agradece-los, sim.
😊⌛🔍😊


Poema – O Vigilante e a Natureza

De fato e binóculos na mão,
Paciente, procura preservar,
O que existe de mais bonito
Para, encantado, se observar.

Pelo céu, um manto verde
E vivo parece querer levantar,
Para viajar pelo mundo
E muitas histórias contar.

O fogo é o seu pior inimigo,
Pela frágil natureza irão lutar
E mostrar a sinceridade ao mundo
Daqueles que combatem sem parar.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

segunda-feira, julho 30

Extra - Ser Amigo...




😉😊💕❤❤😊😊

Para ti, como é ser um bom amigo?
Pois para mim é algo que não se define, é algo que se constrói.
São laços que criam nós que jamais arrebentarão.
É saber que o outro está bem mesmo sem lhe telefonar ou mandar uma mensagem.
É rir, chorar, compreender sem avaliar.
É correr pelos campos verdejantes, repletos de flores e cair, para depois voltar a correr e cair. É uma sequência de acontecimentos que não têm explicação.
É possuir um olhar que dá confiança a quem o procura.
É acreditar na mentira mais desafiante… É ser-se fiel a si mesmo e ao próximo.
É procurar e encontrar… É ter onde ir e ficar.
É ter uma mão estendida para nos ajudar a levantar, e quando necessário, também para nos derrubar. É estar ali, sem questionar.
É um eterno conjunto de conjuntos de emoções que não podem ser contestados.
Ser amigo de alguém é algo tão único que por mais que eu queira expressa-lo não existem palavras suficientes para o fazer…
Ser amigo de alguém é simplesmente, ser amigo.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊
❤❤

sábado, julho 28

Poema – Tudo Desaparece no Tempo




Hoje é um dia importante para a Natureza.
Vamos protege-la, sim?
🌷🌸🌹🌳🌲🌿🍀🐛🐜🐥🐦🐭🐷🐼


Poema – Tudo Desaparece no Tempo

Tudo desaparece no tempo,
Que é nosso inimigo
E que vive connosco
Como se fosse nosso amigo.

É aliado da natureza
Que sozinha não pode lutar
E que sofre nas nossas mãos
Por não a sabermos apreciar.

O seu poder não tem limite,
Somos meros seres frágeis
E pagamos com a sua força,
Efeito das nossas ações instáveis.

Toda a culpa cai sobre nós,
Como pedras sem rumo,
E hoje não queremos saber
Mas um dia tudo mudará,
Acredito nisso…
Quando a nossa fraca vida,
Sem remorso, ela absorver.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quinta-feira, julho 26

Poema - A Avó Carinhosa




Desejo a todas as AVÓS DO MUNDO um dia feliz e saudável.
Muitas felicidades… 💘 💟 💖 👴 👵 😊


Poema – A Avó Carinhosa.

Numa pequena casinha
Vivia uma carinhosa avó,
Não possuía filhos
Mas netos iam de dó em dó.

Sabia cantar e tocar
Musicas para o coração,
Não sabia chorar
E sim dançar de mão em mão.

Contava histórias de amor
E algumas até assustavam,
Mas a sua doçura prevalecia
E dela, nunca cansava.

Já era como uma rotina,
A visita daquelas crianças
E a avozinha, feliz,
Inventava novas histórias e danças.

Quando chegava a noite,
As despedidas eram com alegria,
Pois não havia tristezas
Que pudessem apagar aquele dia.

Avó, obrigada por tudo…


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quarta-feira, julho 25

Os Géneros Literários




As obras literárias que vemos espalhadas pelo mundo, ou simplesmente por uma biblioteca, recebem durante toda a sua existência uma classificação literária, e essa classificação é feita de acordo com alguns parâmetros, entre eles semânticos, formais, contextuais, etc. A essa classificação referimo-nos géneros literários.

Ao longo da história houve várias classificações, mas hoje existem apenas três, criadas pelos filósofos da Grécia Antiga, Platão e Aristóteles:
  • Género Épico ou Narrativo
  • Género Lírico
  • Género Dramático

Estas três classificações afixadas desde a antiguidade incluem inúmeras categorias diferentes, de menor peso, denominadas de subgéneros e seja qual for, todas são influenciadas pelos elementos que normalmente aparecem em todos os géneros, como as personagens, o espaço e o tempo.

O género épico ou narrativo é representado por um texto corrido que relata acontecimentos históricos e/ou literários, realizados por seres vivos ou objetos animados. É o género mais antigo da história e costuma abordar temas diferentes, como o amor, a vingança, o ódio, uma doença, a traição, o sobrenatural, entre outros.
O termo “épico” decaiu nos últimos anos. Hoje, o termo “narrativo” é o mais conhecido.
Possui um narrador, aquele que conta a história, um enredo, imaginado ou não pelo escritor e que representa os acontecimentos, uma ou mais personagens, que interagem umas com as outras, um tempo, a época dos acontecimentos e um espaço, onde acontecem os acontecimentos. Entre as obras que se encaixam neste género estão os contos, as novelas literárias, os romances, as epopeias e as crónicas.

O género lírico é representado por composições em verso (poesiapoemas), que possui uma linguagem muito pessoal de quem escreve. Procura explorar os sentimentos do poeta, que transmite o seu ser interior. Neste ponto temos a poesia lírica, mas existem outros géneros da poesia, como a poesia épica – a epopeia e a poesia dramática. Saber mais aqui.
Existem também outros dois géneros, menos conhecidos, como o género épico-narrativo e o épico-dramático, mas são tratados quase como se pertencessem à prosa.

Por fim, o género dramático é um texto que pode ser escrito tanto em prosa como em verso, e tem como principal função ser encenado tanto em forma de peça de teatro como roteiro (televisão – filmes, novelas, etc.).
Pode apresentar vários temas e é constituído por atos e cenas. Os elementos principais deste tipo de texto são o autor, o público e o texto em si.
Qualquer texto literário pode estrear num palco ou num programa televisivo, logo que seja transformado num roteiro. Normalmente, o texto dramático é composto pelos diálogos das personagens e pelas indicações cênicas (didascálias), que auxiliam os atores sobre o que devem ou não fazer. Como não existe narrador neste tipo de texto, o drama, que significa “ação”, é dividido entre duas personagens locutoras, que entram em cena quando invocadas.


Bem, por hoje é tudo…
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

segunda-feira, julho 23

Como Escrever um Poema (Parte 02)




“Como escrever um poema?”

Aqui estou eu de novo, com mais algumas dicas para escreveres o teu poema e as de hoje, tal como mencionei na publicação anterior, estão ligadas ao poema com rima e métrica e à finalização do mesmo.
Espero que as minhas primeiras dicas te tenham ajudado de alguma forma… Então, conseguiste escrever um poema? Qual foi o tema que escolheste? E qual foi a composição poética que selecionaste para o efeito? Lembro-me que foi aqui que ficamos… Existem muitos, como os sonetos, as epopeias, os haicais, os poemas livres, etc.
Podes escolher aquele que quiseres, apenas deves ter em conta as suas características.
Vamos então às últimas dicas para escreveres o teu poema.😉

  • Utiliza imagens ou descrições concretas.
Sim, eu já mencionei isto na minha publicação anterior, mas os cinco sentidos – visão, audição, olfato, tato e paladar – são um meio viável para descrever as emoções do poeta, mas não só as emoções, e era aqui que eu queria chegar. Normalmente, existem imagens ou descrições nos poemas e a utilização dos cinco sentidos não deve ser deixada de lado. Para descreveres um bolo, por exemplo, podes utilizar a visão, o olfato, o tato e o paladar – a tua descrição irá ter maior impacto e principalmente, fara o leitor sentir como se fosse ele a visualizar e a provar o bolo.
  • Lê poemas clássicos.
Sim! Eu sei que já disse isto, mas acredito que nunca é demais repetir. Ler poemas com métrica e rima irá ajudar-te nas tuas criações literárias. Os clássicos são os mais viáveis. Acredita em mim… E boa leitura!
  • Faz uma lista com rimas perfeitas e rimas imperfeitas.
Pode parecer uma tarefa bastante enfadonha, mas depois vais agradecer-me.
A rima corresponde ao som que cada palavra produz e a junção desses sons, sejam eles iguais, parecidos ou parciais, chama-se rima. É como juntar “viver” com “comer”. Fazer uma lista com estas palavras irá não só facilitar a tua escrita como também irá ajudar-te com o vocabulário. E a prática da rima também fará com que os versos apareçam na tua mente como por “magia”.
Mas se pensas que esta tarefa será fácil, digo-te já que não passa nem perto disso, pois quando começares com as rimas imperfeitas, aquelas em que somente as vogais rimam, vais compreender que nem tudo são rosas. «Ó, eu prefiro as rimas perfeitas!» – Sim, ninguém te vai obrigar do contrário, mas quero que saibas que nem sempre irás encontrar as palavras certas para o contexto do teu poema se seguires apenas as rimas perfeitas, haverá momentos em que nenhuma se encaixará no teu poema. Podes saber mais sobre a rima aqui.
  • Faz uma outra lista, mas agora com rimas relacionadas com o tema do teu poema.
Não, não estou a ser repetitiva… Esta é uma outra lista que ao contrário da outra, irá ajudar-te a escrever o poema em questão – depois de escolheres o tema do teu poema, pega num papel e escreve várias palavras relacionadas a ele, e procura em seguida palavras que rimem com elas, mas claro, também relacionadas com o tema que escolheste. Tema: amor – coração, paixão, saudade, lealdade, amor, calor, sensibilidade, igualdade, entre outras.
  • Escolhe um esquema de rima.
Ao escreveres o teu poema, a rima pode criar-se sem qualquer intervenção tua, ou seja, sem que ao menos tenhas escolhido um esquema de rima, mas se pretendes escrever o teu poema seguindo um esquema específico, aconselho-te a estuda-los e a escolheres aquele que mais se adapta ao teu poema e a ti, claro.
O esquema a-b-a-b é o mais conhecido e o mais utilizado, mas existem outros. Podes encontra-los aqui.
  • Tem atenção ao número de sílabas métricas de cada verso.
Quando escreveres o teu poema, lembra-te da medida do verso, um elemento tão importante quanto a rima. A medida do verso corresponde ao número de sílabas métricas que cada verso possui – as sílabas métricas e as sílabas gramaticais são coisas totalmente diferentes e podes verificar isso aqui – e para as contares deves conhecer as regras que estudaste na escola – vais encontra-las no mesmo link citado acima.
Podes até estar a dizer algo do tipo «Basta rimar, para quê ter tanto trabalho?», mas acredita em mim, a medida do verso não existe para complicar a vida a ninguém, ela possui algumas funções importantes e uma delas é para que o ritmo do poema flua naturalmente. Se os versos possuírem tamanhos diferentes, principalmente se forem muito desiguais, acredita, não haverá um ritmo natural.
  • Cuidado com a sonoridade do poema.
Sonoridade, o som do poema… Algo imprescindível na poesia, já que o poema é para ser recitado, e não simplesmente lido! É através do som que o poeta é capaz de passar ao leitor os seus pensamentos e emoções, e às vezes o poema é tão bom que parece que ouvimos o chorar ou o bater do coração do poeta. Tudo isto tem um responsável, o som do poema.
Quando estiveres a criar o teu poema tenta compreender e imaginar como é que o som irá ficar. A linguagem utilizada e o som das palavras devem fundir-se e criar uma imagem e/ou um sentimento no leitor. Algo tão incrível quanto isso!
  • Diverte-te com as palavras do poema.
A arte não segue regras, segue instinto, amor e principalmente, a verdadeira essência do artista. Quando estiveres a escrever o teu poema, brinca com as palavras, ou seja, diverte-te a fazer jogos com elas, e quando falo de jogos, falo em repetir sons, algumas letras dentro de duas ou mais palavras e tudo mais que te lembrares. A escrita não é e nem deve ser uma tortura, e sim o resultado da soma do divertimento com a paixão por ela. Conheces aquela lengalenga do rato? É mais ou menos isso – “O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia (…)”.
  • Lê o poema em voz alta.
Depois de escreveres o teu poema, começa a parte mais importante da sua criação, a revisão. Aconselho-te a ler o poema em voz alta, de forma a apontares trechos estranhos ou palavras que te soem inadequadas ao conceito do poema ou que precisam de ser eliminadas. O ritmo do poema deve ser deixado para depois.
Podes também ler o poema para outras pessoas e perguntar-lhes o que acharam – lembra-te, a opinião dos outros pode ser levada em conta sempre que quiseres, mas o poema é teu e tu é que sabes.
  • Se possível, participa de grupos de escrita criativa.
Às vezes pode parecer impossível, mas acredita que não o é, pois com o avanço das tecnologias só não participa quem não quer. No facebook encontrarás muitos grupos ligados à escrita criativa, e uns só para a poesia. Num grupo destes conseguirás tirar as tuas dúvidas, dividir opiniões e vivencias e até ajudar outros escritores como tu, que precisam de uma pequena ajuda. Sê humilde e respeita as opiniões dos outros, e mesmo que sejam negativas, tenta ver o lado positivo delas, pois são elas que nos ajudam a ver os nossos erros e a crescer como escritores.
  • Verifica o teu poema.
Depois de leres e releres o teu poema, e receberes algumas opiniões construtivas de outras pessoas, é hora de fazer uma outra revisão, uma mais minuciosa e completa. Não hesites em cortar aquilo que estiver a mais ou que não fará qualquer falta, trocar palavras ou expressões mal escolhidas ou que pareçam confusas ao conceito do poema, rever a concordância do texto, o ritmo e se o tema e o objetivo vão de encontro com o que anteriormente delineaste.
  • Foge das regras fixas (extra).
Por mais divertido que seja em criar um poema com rima e métrica, pode ser que mais tarde aches um pouco monótono, por ser sempre a mesma coisa. Não faz mal nenhum fugir um pouco destas regras… Somos seres humanos e muitas vezes criamos uma obra tão rotineira que nem nos apercebemos. Um bom poema é aquele que segue o nosso objetivo, transmitindo a nossa mensagem ao mundo de forma única e original, onde nunca poderia ser passada de uma outra maneira – sim, isto é um pouco difícil, mas não custa nada tentar.
A poesia é um mar sem fundo, onde todos os anos se descobre algo novo.


Bem, por hoje é tudo.
Espero ter-te ajudado de alguma forma. 😉
Se tiveres alguma dúvida deixa-a nos comentários.

Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

sexta-feira, julho 20

Poema – Sou Tua Amiga




Somos todos amigos, certo?
Feliz Dia do Amigo! 😋💕


Poema – Sou Tua Amiga

Sou como um bem abençoado
Por te ter aqui, ao meu lado.
Sou como o meu outro amigo,
Que te protege do perigo.
Sou uma desleixada,
Que não gosta de ser derrotada.
Sou tímida com compaixão
Que se esconde e te pede a mão.
Sou uma aventureira,
Que sempre será tua companheira.
Sou uma cobarde irreconhecível,
Plausivelmente, inesquecível.
Sou uma homenagem,
Que luta por ti com coragem.
Sou a tua cura,
Que em lágrimas sempre te procura.
Sou quem sou,
Pela amizade que perdurou.
E que até hoje aumenta
Sobre a cumplicidade barulhenta.

És meu amigo
E tua amiga sou
Pela força dos laços
Que o tempo,
Jamais, arrebentou.


Obrigada por seres meu amigo… 😉
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quarta-feira, julho 18

Lista de Leituras – Livros




Olá, tudo bem?
Hoje tenho três perguntas para ti: Gostas de ler? Quantos livros já leste este ano? Muitos, poucos ou ainda estás a decidir quais são os livros que vais ler?

Até hoje, os livros que li foram muitos, mas este ano está a ser uma verdadeira maratona feliz e impressionante, com leituras atrás de leituras e, especialmente, com leituras há muito tempo desejadas e que até então não tinham sido possíveis. 😊

Posso até estar a exagerar, a dizer a maior das tolices, mas para mim ler é uma dádiva, um verdadeiro sonho, o maior prazer que um ser humano pode ter... Escrever então nem se fala! O meu sonho sempre foi ser escritora – o amor pelos livros já vem dos meus tempos de criança, uma criança sonhadora que inventava histórias para encenar… Confesso que faço isso até hoje e não tenho vergonha de o admitir. Muitas vezes ajuda-me a continuar a escrita quando surge aqueles momentos de menor inspiração. 😏

A publicação de hoje é apenas uma passagem rápida com um Olá dos grandes e um pequeno desabafo mais virado para uma partilha de metas inesperadamente alcançadas. Estou mesmo muito feliz com os resultados… 😊 E agradeço desde já a tua companhia, aquela companhia que fazes sempre em me seguir aqui no blog. Espero ter correspondido às tuas expectativas!

Tal como informei na minha página pessoal do facebook, estou a ler neste momento um livro de contos de Henrik Nilsson e estou a adorar. É a primeira vez que tenho contacto com este autor e estou simplesmente fascinada com a sua escrita.




As minhas leituras anteriores foram mais um desejo de concretização. Já fazia um bom tempo que desejava ler a coleção “As Gémeas”, mas que até então não tinha sido possível. Hoje posso afirmar que consegui realizar este desejo de infância. 😊




As minhas outras leituras foram mais diversificadas em relação aos seus autores. Entre as diversas leituras que fiz, a que mais me tocou foi “O Fogo Roubado” de Arsénio Mota. É um pequeno livro que eu tinha aqui na estante e que gritava pela leitura minuciosa dele. Um livro que conta uma história interessante sobre a descoberta do fogo. E por mais que pareça uma leitura medíocre em comparação ao que escrevo e aos outros livros que li, gostei da experiencia e do encanto que o livro transmite. Estou simplesmente impressionada com as palavras cuidadosamente escolhidas para transmitir algo tão simples.

Outras leituras realizadas foram “Ler Como um Escritor” de Francine Prose (lido pela 2º vez), “Manual de Escrita Criativa” de João Mancelos e “O Design da Escrita” de Antônio Suárez Abreu. Boas leituras para quem quer ser um escritor.




As minhas próximas leituras serão da autoria de Jane Austen e de Nora Roberts, alguns livros que comprei recentemente.

Espero que gostes de ler tanto quanto eu… 😉
Se tens algum livro que gostarias de me aconselhar, deixa o nome e o nome do autor nos comentários. Irei de certeza dar uma olhadela…


Bem, por hoje é tudo... 😉
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

segunda-feira, julho 16

Como Escrever um Poema (Parte 01)




Como escrever um poema?

Acredito que tenhas pensado “Finalmente”, mas tenho a certeza que compreendes a razão de eu ter explicado tudo antes de chegar finalmente a este ponto – o ponto principal de todo aquele trabalho em explicar cada elemento que compõe o poema.
A verdade é que agora irá ser mais fácil de escrever um poema, pois se acreditavas que na poesia moderna, aquela em que a rima e a métrica já não são muito utilizadas, tudo isso não era necessário, tenho de te informar que estas enganado(a).
Os elementos que compõem o poema não sumiram totalmente, pois a arte continua lá, mesmo sem a rima e a medida do verso. O ritmo é um dos elementos que se manteve ao longo do tempo, e digo-te já que não é só na poesia – o ritmo é utilizado também na escrita em prosa.
Mas este assunto fica para outra altura… 😏 📖
Então? Queres escrever um poema? Ou acreditas não ser capaz de escrever algo tão grandioso? Pois digo-te que em cada um de nós existe um poeta, e tudo o que tens de fazer é traze-lo para fora e escrever. Mas se acreditas que não consegues, que não és capaz de escrever um poema ou qualquer outro texto, deixa-me dar-te uma luz – todos nós somos capazes de escrever, mas claro, tudo depende da nossa força de vontade e do nosso amor à escrita.
Pensa um pouco: qual foi a coisa que fizeste lá no teu passado e que na altura acreditavas não ser possível? Já sabes? Ótimo! Pois quero que acredites em ti, essa é a chave para o sucesso. E mesmo que não venha a ficar perfeito, não te preocupes. O primeiro nunca fica, acredita em mim…
Mas vamos seguir em frente – hoje vou dar-te algumas dicas para escreveres o teu poema e principalmente, para acreditares em ti! 🔑

  • Acredita que és capaz.
Sim, eu sei. Ainda agora disse isto e deves estar a pensar que estou a ser repetitiva, mas para tudo o que fazemos é preciso acreditar, seja para escrever um poema, um conto, uma novela, um romance – tudo depende simplesmente de ti.
  • Entende o que é prosa e o que é poesia.
Outro passo simples, no entanto, fundamental. A prosa é uma coisa e a poesia é outra. São diferentes e é importantíssimo que compreendas isso. Podes encontrar a sua distinção aqui.
  • Encontra a tua própria poesia.
Agora que já sabes distinguir a prosa da poesia, deves encontrar a tua própria poesia, e de certeza que não será difícil. Tudo o que tens de fazer é encontrar o teu verdadeiro eu e expressa-lo.
  • Escrever todos os dias.
Não! Se estás a pensar que deves escrever poemas todos os dias, isso é um equívoco. Eu não disse nada disso! Mas então, o que quero dizer? Simples, deves praticar a tua escrita para aprimora-la. Não te esqueças, o poema é uma obra de arte e nada se consegue sem prática.
  • Mantem um bloco de notas sempre à mão.
Nunca se sabe quando as ideias vão surgir e por isso, não deixes de as apontar, ou vais acabar por esquece-las. Alguns versos ou poemas podem surgir na mente do poeta instantaneamente… Deves aponta-los, pois mesmo que tenhas uma boa memória, alguns detalhes podem fugir-te, detalhes esses que podem fazer a maior das diferenças.
  • Procura a tua própria inspiração.
Sai de casa e faz um passeio ao ar livre: no meio da Natureza costuma surgir boas inspirações para a poesia, ou então, observa as pessoas que estão ao teu lado, e não só as pessoas, os edifícios, os animais, um monumento, uma imagem, um livro, tudo pode tornar-se inspiração, é só procura-la!
  • Lê poemas.
Sim, algo tão natural… Se queres escrever um conto, deves ler contos, se queres escrever um romance, deves ler romances, e com a poesia não será diferente. Para escrever um poema, deves ler poemas, e especialmente os clássicos. Aprenderás muito com eles. Aconselho-te Luís Vaz de Camões, ele é incrível!
  • Escolhe o teu tema e a tua mensagem.
Temas não faltam por ai, são múltiplos os assuntos que podes abordar no teu poema (amor, amizade, liberdade, traição, morte, medo, etc.). Mas deves ter em conta alguns aspetos importantes – concentra-te no concreto, ou seja, em algo palpável e evita as palavras difíceis, pois se queres que o teu leitor te entenda, não vale a pena escrever palavras dessas só para mostrares que és culto – ele abandonar-te-á.
  • Evita os clichés (ou renova-os).
Vamos lá pensar… Para quê repetir expressões já utilizadas pelos outros poetas? “O amor é…” – Para quê repetir? Ser original vai ajudar-te a evoluir e principalmente, a conquistar os teus leitores. As expressões podem sempre ser reinventadas, por mais difícil que possa parecer. Lembra-te, tu tens a tua voz nos teus textos e nunca haverá outra igual no mundo. Tudo o que precisas são de palavras e expressões novas, mas podes expressar-te como quiseres, és livre! Mas… Mais vale um fraco original do que uma boa cópia!
  • Estimula os sentidos e as emoções dos teus leitores, mas não exageres!
Estranho, mas a frase diz tudo por si própria. O poema é uma das várias maneiras que nós temos para expressar os nossos sentimentos, e a melhor maneira de o fazer é através dos cinco sentidos – visão, audição, tato, paladar e olfato, e também através da nossa intuição natural. Em cada uma das tuas palavras poderás utilizar os cinco sentidos para expressar as tuas emoções, ou vice-versa, como o medo, o ódio, a alegria, a tristeza, tudo o que desejares, mas não exageres, podes comprometer a tua obra ao cansares ou desiludires o leitor.
  • Evita o óbvio e o abstrato.
Quando começares a escrever o teu poema tem atenção às palavras que escolhes – deves optar por palavras concretas que fogem do óbvio. Quanto mais concreto o teu poema for, mais fácil será a sua compreensão. Existem palavras que possuem vários significados e são essas que deves evitar, e o mesmo acontece com as palavras e expressões óbvias, que podem tornar o teu poema medíocre e simples. Qualquer um sabe que o mar é azul e dizer isso diretamente no teu poema não irá ajudar-te – a utilização das figuras de estilo, neste caso, irão favorecer-te!
  • Utiliza as figuras de estilo.
De certeza que as figuras de estilo não são uma novidade para ti, já que as estudaste na escola. Aprendeste várias, como a comparação, a personificação e a metáfora, as mais utilizadas na poesia. Elas ajudar-te-ão a enriquecer o teu poema, tornando-o menos óbvio e abstrato, como também irá fazer com que o teu leitor pense e reflita mais favoravelmente sobre o tema e a forma como o abordaste.
  • Escolhe bem as tuas palavras.
A poesia possui uma linguagem misteriosa onde as palavras soam como música ao nosso ouvido e isto acontece por causa da utilização correta das palavras. O teu poema pode ter o tamanho que quiseres, mas deves ter em conta que as palavras usadas na poesia passam uma grande avaliação por parte do poeta, pois possuem um objetivo – transmitir as suas emoções. As palavras podem possuir vários significados e por isso, não hesites em cortar tudo aquilo que estiver a mais ou no lugar errado.
  • Vê o mundo de uma outra maneira.
Não, não é o que estás a pensar! Não estou a dizer que deves deixar de acreditar e de ver as coisas como as costumas ver… Apenas acredito que se enxergares as coisas de uma outra forma vais desenvolver melhor o teu pensamento critico e possuir uma visão única do mundo que te rodeia. Algo interessante, não?
  • Escolhe a tua própria forma poética.
Sim, escolher o teu estilo de poema é uma tarefa que pode tornar-se difícil se não sabes do que estou a falar. Nas minhas publicações anteriores falei de várias formas poéticas – deixarei os links no final da publicação. Podes escolher entre escrever um soneto, um poema livre, com versos livres, ou dísticos, quadras, etc. Isto vai ajudar-te a caminhar por um caminho e chegar onde tencionas chegar.


Então, as minhas dicas ajudaram-te?
Espero que sim…

Saber sobre o poema aqui.
Saber sobre o soneto aqui.
Saber sobre a epopeia aqui.
Saber sobre o número de estrofes aqui.

Como pudeste reparar logo no início, haverá uma segunda parte desta publicação com mais algumas dicas – dicas especialmente ligadas ao poema com rima e métrica, e também para te ajudar a finalizar o poema.
Espero que estas primeiras dicas te tenham ajudado de alguma forma.


Vejo-te em breve… 😉
Um abraço e até à próxima.



Borboleta Voadora
😊😊😊

sábado, julho 14

Poema - Ser Livre...




Hoje é um dia muito importante para todos nós…
É o Dia Mundial da Liberdade de Pensamento.
Vamos celebrar com alegria esta dádiva do tempo… 😉


Poema – Ser Livre…

Ser livre,
É algo sem palavras
Para forte descrever,
É o alto da alma
Que deseja viver.

Ser livre,
É sentir o fervor
Do vento bater,
É o cansaço dele
Que triste faz chover.

Ser livre,
É lutar pela igualdade
Que muitos faz temer,
É planar bem alto
E não temer descer.

Ser livre,
É ser como o vento
Que não receia lutar,
É ser forte…
E nunca desistir
Até tentar.

Ser livre,
É ser quem somos ser
E viver com alegria,
É ter algo para dizer!


Espero que tenhas gostado do meu poema. 😉
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😉😉😉