“Como escrevo um conto? Qual é a diferença entre escrever um conto, uma novela e um romance? Não é tudo igual?”
As respostas para estas perguntas nem sempre são fáceis de encontrar, mas o que te posso garantir é que escrever um conto é totalmente diferente de escrever uma novela e um romance, pois cada um tem as suas próprias características.
Para entenderes o que quero dizer, fica atento(a) às próximas publicações, onde vou destingir cada um destes textos e ajudar-te a escrever cada um deles. Hoje vou ajudar-te a escrever um conto, tal como havia prometido. Mas antes disso, quero que tenhas em atenção que escrever um conto é, também, diferente de escrever uma crónica, e para teres a noção disso aconselho-te a ler a minha publicação sobre o que é uma crónica.
Agora, vamos ao que interessa… 😊
Sabias que o conto tem características especificas? Pois é… E são fundamentais para que possas escrever a tua história. Toma nota:
- Não importa o género que tenhas escolhido, o conto deve ser conciso e possuir tensão, ritmo e um conflito;
- Deve possuir inicio, meio e fim, mesmo que o fim seja aberto;
- O imprevisto é necessário, dentro dos parâmetros da história;
- O passado e o futuro têm pouca importância neste tipo de texto, o que pode nem sequer existir. O “flashback” pode acontecer, não estou a dizer que não, mas se acontecer deve ser curto e imprescindível para a história;
- As suas palavras devem ser simples e claras.
😉😉😉
Depois de leres a minha publicação sobre as Crónicas, vais compreender a diferença que existe entre estes dois tipos de texto. É importante levares em conta tal diferença e só depois começares a escrever a tua história, e para isso vou dar-te as dicas que te prometi na publicação sobre os contos.
Espero que te ajudem de alguma maneira e boa escrita! 😊
- Ler contos: Stephen King tem razão quando diz que se um escritor não tem tempo para ler, também não tem tempo para escrever, pois para escrever um conto é necessário conhecer a sua estrutura, e quem nunca leu um conto como a vai conhecer? Isto devia ser óbvio, apesar de já ter ouvido alguns escritores dizerem que não gostam de ler, mas se é assim, como podem gostar de escrever se não leem?
- Criar um(a) enredo/situação: antes de começares a escrever a tua história, é importante decidires do que se vai tratar, o que vai acontecer e qual o tema central. A partir dai, decidirás o ângulo sobre o qual vais começar a contar a tua história, que pode ser através de uma personagem ou por outro meio… Isso és tu que decides!
- Para criares o teu enredo, deves seguir a seguinte estrutura:
- Introdução ao tema/assunto/motivo central da história, que vai ajudar o teu leitor a situar-se;
- Criar as tuas personagens;
- Criar o objetivo que a personagem principal (protagonista) deve alcançar;
- Criar o clímax da história, que é onde a personagem principal passa os piores momentos da história e onde tudo pode acontecer;
- A resolução do objetivo da personagem principal;
- O final da história, que poder ser feliz ou triste, aberto ou fechado.
- Criar a tua personagem principal (protagonista): não importa se será uma mulher ou um homem, um animal ou um objeto falante, deves apenas lembrar-te que um conto possui poucas personagens e que o protagonista deve possuir mais ênfase na sua construção.
- Criar um conflito/objetivo: toda a história que se prese apresenta um problema ou objetivo que o personagem principal tem de resolver. Ele deve ser claro e difícil de obter, por existir certos obstáculos (humanos, animais, objetos, conflitos internos, como sentimentos ou contradições, entre outros), para que depois de ultrapassa-los, o personagem principal se torne melhor do que era no início da história.
- Criar o ambiente da história: o tempo e o espaço são elementos importantes de uma história e que devem sempre que possível constar no enredo. Podem ajudar a dar características específicas aos personagens e até mesmo tornar a história muito mais interessante. Não estás a ver um policial a empunhar uma espada, pois não? Claro que não, pois a época das espadas já passou! Quando criares uma história, tem atenção ao tempo e ao espaço onde ela está inserida.
- Criar um tema: na maioria das vezes, o contista decide criar uma história a partir de um tema específico, que pode estar ou não relacionado à personagem principal. O tema escolhido pode ser qualquer um, como o “amor verdadeiro ou impossível”, a “saudade de alguém que já morreu”, o “medo de alguma coisa ou animal”, o “abandono de crianças ou de animais”, a “amizade”, um “ desejo quase impossível”, a “tristeza por algo que vai ou já aconteceu”, tens por onde escolher... O tema do conto fica a teu critério!
- Criar um clímax super-interessante: quando escrevemos um conto desejamos surpreender e emocionar o leitor, não é? Então, não hesites em fazê-lo! O clímax é o momento mais importante da história, onde a personagem principal fica sobcarregada de sentimentos confusos e intensos. É neste momento que tudo pode acontecer e por isso, não hesites na escrita e surpreende os teus leitores!
- Por fim, criar um final surpreendente: o final da tua história será como tu achares melhor, aberto ou fechado. Criar um final que evite os clichés e que deixe os teus leitores satisfeitos não é fácil, mas também não é impossível! Podes dar aos teus leitores uma falsa sensação de saberem como a história vai terminar e depois apanha-los totalmente de surpresa. Não hesites em deixar o teu leitor de boca aberta!
Mas não penses que depois de tudo isto o teu trabalho terminou, pois ainda agora começou. Assim que terminares a tua história, começa a revisão que só termina quando tudo estiver pronto (bem, quanto a isso, só estará pronto quando assim o achares, quando achares que a tua história está pronta… Mas não te preocupes, quando chegar o momento, vais saber que finalmente terminou).
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Esta fase resuma-se em lapidar o texto, de forma a criar uma obra de arte! Sabes aqueles escultores que fazem monumentos lindos, é isso mesmo ou quase…! Neste aspeto tão delicado pouco te posso ajudar, pois a revisão de um texto depende do seu autor, da sua maneira de ser… Há quem o faça por fases, há quem o faça aleatoriamente, existem muitas maneiras de o fazer…
Somos todos diferentes e tenho a certeza que um dia encontrarás a tua forma de trabalhar, apenas não percas a confiança em ti!
Bem, por hoje é tudo.
Desejo-te boa sorte nas tuas criações… 😊
Desejo-te boa sorte nas tuas criações… 😊
Um abraço e até à próxima!
Borboleta Voadora
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