quarta-feira, abril 25

Os Trava-Línguas




É realmente uma pena que os trava-línguas estejam a desaparecer, pois é algo que na minha opinião não devia ser retirado da nossa língua. Ainda hoje são muitas as pessoas que os recitam como forma de divertimento, mas os jovens não parecem se importar com esta cultura que ultrapassou o tempo e o espaço.

Para que não sejam esquecidos (pelo menos, por nós), vou falar um pouco sobre os trava-línguas, que como o nome indica, são um conjunto de palavras que formam uma frase difícil de ser prenunciada. O seu uso, normalmente, ajuda no aperfeiçoamento da pronúncia da língua.

Os trava-línguas não servem apenas para o melhoramento da prenuncia, mas também têm como objetivo divertir quem as recita e quem as ouve. E tal como as lendas, as adivinhas e o conto tradicional/popular, os trava-línguas pertencem à cultura popular, que está a perder o seu encanto no nosso tempo.

O desafio que os trava-línguas propõem às pessoas que os recitam é a tentativa de os dizer sem errar, algo que muitas vezes se torna impossível. O ritmo a que os trava-línguas se propõem na sua prenuncia torna a sua concretização quase impossível e quanto mais rápido, maior é a chance de não os conseguir concluir. Este desafio é o que torna os trava-línguas tão interessantes e divertidos.

Um dos trava-línguas mais conhecidos é o do tempo (e é o único que sei dizer, infelizmente): “o tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem”.

Mas existem outros e a seguir vou deixar alguns que encontrei na internet. Espero que consigam prenuncia-los sem errar.
Aquele que for bem-sucedido neste desafio que proponho, de dizer um trava-línguas rapidamente e sem errar, que deixe o seu “consegui” nos comentários.
E boa sorte! 😉

  • Fui ao mar colher cordões, vim do mar cordões colhi;
  • Três tigres tristes comiam em um prato de trigo;
  • O doce perguntou pro doce qual era o doce que era mais doce e o doce respondeu pro doce que o doce que era mais doce era o doce de batata-doce;
  • Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista;
  • O rato roeu a rolha da garrafa de rum do Rei da Rússia;
  • O pinto pia, a pia pinga. Quanto mais o pinto pia, mais a pia pinga;
  • Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores;
  • Os naturistas são naturalmente naturais por natureza;
  • O Papa papa o papo do pato;
  • O peito do pé de Pedro é preto, se o peito do pé de Pedro é preto, o Pedro é preto;
  • O padre Pedro tem um prato de prata.



Não vale fazer batota! 😊
E podes encontrar outros na internet ou nos livros.

Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

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