Hoje vou
falar da rima, um assunto que nos últimos tempos tem causado algumas
controversas, pois existe quem agora prefira escrever poemas sem a rima, no
entanto, pelo menos para mim, um poema sem rima não é um poema e sim um texto escrito
com a estrutura do poema (vale lembrar que esta é a minha opinião pessoal sobre
o assunto).
Então
vamos lá! 😉😋😉
A rima é
um recurso sonoro utilizado na poesia para proporcionar sonoridade, ritmo e
musicalidade. Ela surge nos versos que compõem a estrofe, através de sons
repetidos ou em sons muito semelhantes nas palavras ou nas sílabas das mesmas. Os
versos que não possuem rima chamam-se versos brancos ou versos soltos. Um bom e
conhecido exemplo encontra-se na composição poética “Poema em Linha Reta” de
Fernando Pessoa, assinado com o seu heterónimo Álvaro de Campos.
A rima
possui várias classificações: quanto à sua posição no verso, quanto à sua
posição na estrofe, quanto à sua fonética, quanto à sua acentuação e quanto ao
seu valor.
Na sua
posição no verso, a rima pode ser interna, que ocorre quando a rima se encontra
no meio do verso e externa, que ocorre quando a rima surge no final do verso. A
rima externa, também chamada de rima final, é a rima mais usada até hoje.
Na sua
posição na estrofe, a rima pode ser:
- Cruzada (a b a b) – quando a rima ocorre entre versos pares e versos ímpares, ou seja, o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo rima com o quarto verso;
- Interpolada (a b b a) – quando dois versos que rimam estão separados por dois ou mais versos, ou seja, quando a rima ocorre entre o primeiro e o quarto verso e entre o segundo e terceiro verso;
- Emparelhadas (a a b b) – quando rimam duas a duas, ou seja, a rima ocorre entre o primeiro e o segundo verso e entre o terceiro e o quarto verso;
- Encadeada – quando a rima ocorre entre a palavra final de um verso e uma que se encontra no meio do verso seguinte;
- Mista – quando a rima pode ser encontrada em vários momentos do poema, sem existir um padrão de posição.
Quanto à
sua fonética, a rima pode ser perfeita (ou consoante), que ocorre quando a
correspondência entre os sons da rima são perfeitos (ex: tormento – firmamento,
imagem – miragem) e imperfeita (ou toante), que ocorre quando a correspondência
entre os sons da rima são apenas parciais, nas suas respetivas vogais (ex:
desfecho – deixo, cometi – esqueci).
Quanto à
sua acentuação, a rima pode ser:
- Aguda, quando a rima ocorre entre palavras monossílabas (em palavras que possuem apenas uma sílaba – ex: fé, sul, ler, pá, ver, etc.);
- Grave, quando a rima ocorre entre palavras paroxítonas (em palavras com o acento tónico na penúltima sílaba – ex: fórum, lápis, egoísta, cais, espécie, etc.);
- Esdrúxula, quando a rima ocorre entre palavras proparoxítonas (em palavras com o acento tónico na antepenúltima sílaba – ex: último, álibi, música, sonâmbulo, antídoto, física, etc.).
Por fim,
quanto ao seu valor, a rima pode ser:
- Pobre, quando as palavras que possuem a rima pertencem à mesma classe gramatical (ex: amar – saltar);
- Rica, quando as palavras que possuem a rima pertencem a classes gramaticais diferentes (ex: amigo – contigo);
- Preciosa, quando a rima acontece entre palavras de difíceis combinações sonoras (ex: amadurece – s);
Tal como
disse anteriormente, a rima não é obrigatória num poema e hoje em dia, cada vez
mais, verifica-se a sua falta, mas um poema não fica mais bonito com rima?
Deixa a
tua resposta nos comentários.
Um abraço
e até à próxima.
Borboleta
Voadora
😊😊😊