quinta-feira, outubro 29

Poema – Sons Harmoniosos




Olá a todos… 😉
Como estão as coisas por aí?
Eu espero que bem.


Poema – Sons Harmoniosos


Os sons pulsam nas arestas do coração
que bate com força perante a sentimento
que arranha a emoção.
Todas as harmonias naturais
prezam o viver das nossas almas,
e eu choro, uma vez mais,
pela saudade do calor do coração.
Desejo algo novo,
recheado das mais lindas palavras,
o céu e a terra proclamam
pela união dos seres racionais!

Fim.



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

segunda-feira, outubro 26

Poema – Salgadas pelo Por-do-Sol

 




Olá, como estão todos?
Mais um poema acabadinho de sair…
😄😄😄


Poema – Salgadas pelo Por-do-Sol


As lágrimas límpidas
salgadas pelo por-do-sol
marcam os sentimentos
mais profundos,
e o ser conforta-se
com o calor próprio
num resguardo único.
O brilho desaparece
devagarinho no horizonte
banhado pela solidão.

Fim.



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

sábado, outubro 24

Miniconto 109 – Seu Coração

 




Olá, tudo bem? 😊
Como está o tempo por aí?
Aqui chove muito, a potes…



Miniconto 109 – Seu Coração


Não podia perder a sua vida e por isso decidiu entregar o seu coração. 


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 24-10-2020) 




Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😉😉😉

terça-feira, outubro 20

Conto – Obrigado

 




Boa tarde, como estão os vossos corações?
A chuva cai lá fora, fina e abundante. 😉
Eu gosto da chuva, acalma o meu coração.

Conto – Obrigado


    Desespero, dor, medo. Sentia um turbilhão de sentimentos, mas alguns destacavam-se. As suas mãos sujas de terra e sangue tremiam, o seu corpo dolorido ansiava pelo descanso e a sensação acolhedora de algumas horas atrás... 
     Porque tinha abandonado os seus amigos na biblioteca?
    Pedro sabia a resposta, a mensagem assustadora que recebera o tinha sobressaltado de tal maneira que receou pela segurança deles. Só aquele pensamento lhe tinha passado pelo coração, e o medo. Medo de perder a sua amizade, medo de os envolver nos seus problemas, medo de que o culpassem de algo que pudesse acontecer se não os tivesse deixado…
      Escondido atrás de um contentor do lixo, Pedro vigiava os seus perseguidores que o procuravam nas redondezas. Ouvia-os gritar e amaldiçoar. Se o encontrassem, teria problemas maiores do que aquela queda desastrada e os pontapés nas pernas e no estomago.
    Provavelmente, assim que acordasse na manha seguinte teria nodoas negras pelo corpo e dores musculares. Mas nada disto importava, logo que conseguisse chegar a casa em segurança e deixar os amigos bem, longe de todo aquele pesadelo.
    Perguntava-se o que teria feito de mal para estar a ser ameaçado, caluniado, agredido e provocado daquela maneira, onde não tinha paz em nenhum momento. Sempre fora um rapaz alegre, brincalhão e extrovertido, pronto para qualquer brincadeira ou confusão. Pedro nunca os tinha visto antes de tudo começar, nem sequer sabia a que ano pertenciam… O que lhe restava era fugir e esconder-se.
    A sua irmã mais velha era a pessoa mais amorosa que conhecia. Filho de advogados, Pedro pouca confiança tinha com eles, raramente estavam em casa e quando estavam, era como se ele e a sua irmã fossem invisíveis. Pedro conhecia o amor materno através da sua irmã, sete anos mais velha do que ele, que o criara desde sempre.
    Havia-lhe contado tudo, não guardava segredos da sua irmã. Naquele dia, pela primeira vez na sua vida a tinha visto chorar. Tinha conseguido acalma-la ao contar-lhe uma mentira inocente, que agora não se mostrava inofensiva, pois não tinha pedido ajuda aos professores por vergonha e nem aos seus amigos por medo. Mas não se arrependia, não ao ponto de se esconjurar.
    Enquanto os seus amigos estivessem seguros, ele estaria bem.
    - Encontrem-no de uma vez por todas! – ouviu gritar. – Quando o apanhar ele vai arrepender-se de ter fugido!
    - Ele não está em lado nenhum! – exclamou o louro. – Ele é bom em fugir!
    - Maldito! – maldiçoou o moreno, com os punhos fechados. – Eu vou mata-lo!
    - Ele tem de estar em algum lugar! Procurem-no em cada canto, sei que ele está por perto – disse o gordo. – Se estás a ouvir-nos, é melhor aparecer! Vai ser muito pior quando te encontrar, seu esquelético de merda!
    Pedro fechou os olhos e orou por ajuda. Não acreditava em um Deus, mas se realmente existisse, que o ajudasse, pois sabia que não seria como nas outras vezes. Desta vez, sairia muito mal. E ao abrir os olhos começou a chorar, um dos rapazes segurava uma navalha e brincava com ela como se pudesse apunhalar o ar.
    A agonia apoderou-se da sua mente e do seu corpo, e quando sentiu uma mão no ombro esquerdo, deixou-se cair no chão. Curvado numa concha chorava em silêncio, pois sabia que quanto mais alto chorasse mais lhe bateriam, mas uma voz familiar chamou-o, alertando-o para a realidade e para longe daquele cubículo.
    - Pedro, estás a ouvir-me? Vamos sair daqui!
    Olhou em direção da voz e engoliu em seco. Os seus três amigos estavam ali com olhares inquietos. Atrás do contentor, tentavam ajuda-lo a levantar-se.
    - Pedro, seu idiota, vamos sair daqui, antes que eles nos encontrem! – disse o André, na sua irritação habitual. – Acredita, se nos encontrarem, eu vou matar-te!
    - Anda! Vamos sair deste lugar! Cheira mal… – disse o João, com um sorriso. – Vai ficar tudo bem, Pedro, nós estamos aqui!
    Pedro olhou nos olhos de cada um dos seus amigos e depois desviou o olhar em direção daqueles que ainda o procuravam. Perguntou-se como é que os seus amigos o tinham encontrado, se sabiam o que estava a acontecer com ele, mas decidiu não perder mais tempo: olhou para os amigos e pegou a mão que lhe era estendida.
    Com dificuldade levantou-se e mostrou um sorriso pequeno como agradecimento. Juntos, correram o mais rápido que puderam e por fim conseguiram despista-los.
    - Porra! Nunca corri tanto na minha vida! Nem acredito que isto é culpa tua, Pedro! – gritou o André. – Se não tivesses deixado a biblioteca, nada disto teria acontecido, seu idiota!
    - Eu… Eu apenas…
    - O quê? Para lá com isso! Não vês que estás a piorar as coisas! Procuramos-te por muito tempo!
    Pedro olhou para o amigo chocado.
    - Se não nos contares, não saberemos como te ajudar – disse o Rui, sorrindo para o amigo. – Somos teus amigos e é para estes momentos que nós servimos. Não podes resolver tudo sozinho.
    - O Rui tem razão – disse o João. – Nós estamos aqui para te ajudar!
    Pedro olhou para cada um dos amigos e depois sorriu.
    - Obrigado – disse, ao abraça-los afetuosamente.

FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 20-10-2020) 



Um abraço e até à próxima.



Borboleta Voadora
😊😊😊

domingo, outubro 18

Poema – Amor sem Coração

 




Boa noite, pessoal!
Tudo bem? Eu espero que sim…

Poema – Amor sem Coração


Numa corrente de lágrimas
que não podem ser negadas, 
a tristeza e a dor da saudade 
aprisiona o coração na calamidade… 

Luto pela liberdade 
que outrora acreditei possuir, 
a ingenuidade apagou, 
vi a natureza ruir! 

Aceito-te no meu cruel destino, 
ó amor sem coração!, 
o céu não chora por mim 
mas sim pelo teu perdão. 

Fim. 



Um abraço e até à próxima. 


Borboleta Voadora
😊😊😊

quinta-feira, outubro 15

Miniconto 108 – Cilada




Lavem as mãos com frequência, usem a mascara sempre. ❤
Protejam-se! Não pensem que as “desgraças” só acontecem aos outros, pois isso não é verdade. É importante valorizar a vida, e se dizem que é necessário, não lutem, obedeçam, é para o vosso bem…
Que o amor e a paz de Deus vos iluminem e proteja! 😊
Eu espero de coração que as coisas melhorem…, até lá deixo-vos mais um miniconto.
💖💖💖 para todos…



Miniconto 108 – Cilada



Entrou no escritório e fechou a porta. A luz do computador iluminava parcialmente o ambiente escurecido pelas cortinas fechadas.
O coração sentiu-se no peito, abrangido pelo nervosismo.
Percorreu a estante de capas negras e vasculhou os arquivos. Não tinha tempo.
Entre ruídos surdos, reparou na capa que repousava em cima da secretária, com tinta ainda fresca. Estranhou tal peculiaridade.
Percorreu os olhos sobre a secretaria e largou de imediato a capa. Deu uma última olhadela em direção do computador, antes de sair disparado do comodo.
No dia seguinte, foi preso por assassinato.


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 15-10-2020)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

terça-feira, outubro 13

Miniconto 107 – Suicídio em Palavras





Mais um miniconto. Boa leitura! 😉


Miniconto 107 – Suicídio em Palavras



As palavras tortas contavam como evidencia e razão para o suicídio.
A agente suspirou, fechou o diário e ligou para o superior.
Felizmente, o caso sempre estivera resolvido.


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 13-10-2020)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

sábado, outubro 10

Poema – Pó da Terra




Olá meus queridos leitores, como vão as coisas?
Eu espero que tudo esteja bem, pela graça de Deus.
Aqui estou eu para mais um poema…
Espero que gostem… 😊
Vamos lembrar: Dia Mundial Contra a Pena de Morte!
Todos merecem viver!


Poema – Pó da Terra


Descanso no leito e espero
pela luz da esperança,
por ti anseio, sei que me amas,
és a minha segurança!

Não existe vida após morte,
e as lágrimas já não caem,
sou agora pó da terra,
espero e espero, infinito,
na perseverança.

A libertação comove-me,
sei quais são as tuas palavras,
acredito nelas,
sou pura criança!

Fim.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😉😉😉

quinta-feira, outubro 8

Poema – Coração de Cristal




Olá a todos!
💕💕💕

Poema – Coração de Cristal


Cada palavra proferida
abre as janelas do coração
e a sua sinceridade
carrega lágrimas de emoção.

O cristal é frágil,
é feito de pura harmonia
bate num ritmo acelerado,
foge e mergulha na alegria.

Pode partir-se
em milhares de milhões
de pequenos pedaços,
quantos pingos de lágrimas;
ou bater fantasma
numa voz latejante, afogado.

Por vezes, não tem rumo
nem caminho para percorrer,
sofre e altera-se
para não chorar, adoecer.

Fim.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

segunda-feira, outubro 5

Conto – Avaliação




Então, estão a gostar da chuva? ☂☔
Eu entendo se não estiverem, mas tudo é preciso, e tal como a natureza, nós também precisamos da chuva. Nestes dias, provavelmente, devem sentir-se desmotivados e sem forças para continuar, mas acreditem, estes dias também são importantes. Pessoalmente, é nestes dias que paro para pensar sobre tudo o que esta a acontecer na minha vida. 😊 E sabem qual foi a conclusão a que eu cheguei?
Sim, preciso de mudar algumas coisas, aquelas que não estão a correr bem…
Vamos caminhar um dia de cada vez, e fazer as mudanças necessárias.


Conto – Avaliação


Naquele momento, Carlos tremia e suava frio. Sentia-se sempre assim quando tinha alguma avaliação ou quando iria receber alguma. Gostava de estudar, mas só aquilo que realmente queria aprender, e quando era algo que não chamava a sua atenção, estudar tornava-se uma tortura. Queria que fosse diferente, mas não conseguia.
Para o seu irmão gémeo, Armando, o estudo era como saltar num trampolim, fácil e sem problemas. Tinha sempre as melhores notas, era o delegado de turma. Costumavam dizer que eles eram como a água e o azeite, apesar de serem fisicamente iguais.
Carlos tinha sempre notas baixas, o oposto do seu irmão.
- Desta vez, não correu mal – disse o professor de história à turma –, mas podia ter corrido melhor.
O professor de história era um homem alto e barrigudo. Possuía óculos quadrados e cabelos longos, presos por um elástico. Costumava usar umas calças de bombazine com suspensórios, mas naquele dia as calças de ganga apertadas dava a sensação de que a qualquer momento iriam arrebentar.
- Talvez tenha um encontro – cochichou o Armando, depois de reparar na aparência diferente do professor. – Ele é solteiro, não é?
- Sim, acho que sim.
Carlos levantou o olhar e reparou que o professor distribuía os testes e fazia os seus habituais comentários, talvez numa tentativa de incentivar melhores resultados.
- Se tiver mais uma nega, o pai vai tirar-me a playstation… Que saco! Eu não tenho culpa de não gostar de história! É uma seca!
- Também não gosto, mas faço um esforço – disse o Armando. – Como é que te correu o teste? Foi assim tão mau?
- Pessimamente! Não consegui lembrar-me das datas nem do nome daquele rei esquisito. Eu simplesmente não consigo!
- Tem calma, eu convenço o pai a não tirar-te a playstation – disse o Armando, a sorrir. – Podemos jogar assim que chegarmos a casa, antes do pai chegar do trabalho!
- O quê!? Isso é uma despedida antes de ficar sem ela?
- Claro que não!
Em pouco tempo o professor de história aproximou-se da mesa dos gémeos. Primeiro olhou para um e depois para o outro, talvez numa tentativa de distingui-los. Suspirou derrotado, e começou a falar para os dois:
- Armando, pouco tenho a acrescentar, a tua nota foi excelente. Cometeste um erro ou dois, mas é satisfatório – disse o professor, com orgulho. – Carlos, desta vez superaste-te, até fiquei admirado, mas não foi o suficiente. Tens de estudar mais para alcançares o teu irmão. Ou pelo menos, para a positiva.
O professor entregou os testes e retornou à sua secretária. Carlos já esperava a sua nota negativa, mas não pode deixar de pensar que esteve tão perto da positiva.
- Mais um excelente para a coleção, não é Armando? – comentou o Rodrigo, da mesa ao lado. – Que sorte!
- Não, não tive excelente. Desta vez, a matéria era difícil. Não é, Carlos?
- Sim…
Carlos suspirou e guardou o teste na capa. Ele sabia que seria sempre aquele que teria de estudar muito para obter resultados, enquanto o seu irmão estudaria apenas para passar o tempo.
«Não tenho sorte nenhuma, que saco!», pensou com tristeza.
- Então, Carlos, não fiques assim – disse-lhe a Ana, ao virar-se para trás. – De certeza que o professor vai fazer recuperação. Eu ajudo-te a estudar!
- E a mim, não ajudas? – perguntou o Armando, na brincadeira.
- Precisas de ajuda? – questionou a Ana, ao colocar a mão direita sobre o coração, numa tentativa frustrada de se mostrar surpreendida. – Tudo bem, eu posso falar com a Filipa, talvez ela queira ajudar-te…
- Não, obrigada, não preciso de ajuda! – exclamou o Armando, atropelando as palavras com o nervosismo. – Eu realmente não preciso!
Carlos abafou o riso e depois empiscou a Ana, que também fazia um enorme esforço para não desatar a rir às gargalhadas.
- Ana, eu preciso, ajudas-me?
- Sempre, Carlos!


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 05-10-2020)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😉😉😉

domingo, outubro 4

Miniconto 106 – Animal no Galinheiro




Quem é que aqui tem animais de estimação?
Gatos, cães, coelhos, tartarugas, peixes, hámsteres, aranhas…
Bem… Cuidem bem deles! 🐣🐣🐣
Hoje é o dia deles, o Dia Mundial do Animal.



Miniconto 106 – Animal no Galinheiro



A divisão cheirava a choco e o bater das asas assustou a criança, que sorrateiramente espreitava para ver os ovos chocarem.
O galo olhava para a criança e cantou, e a galinha escondeu os seus pequenos debaixo da asa.
A criança sorriu e desatou a correr para abraçar o pai.
- Vem ver pai, o galo cantou e os pintainhos já nasceram!
O fazendeiro riu e caminhou em direção do galinheiro com a criança nos braços.


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 04-10-2020)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😉😉😉

sexta-feira, outubro 2

Poema – Sorriso, Elegante




Que temporal, pessoal! A chuva chegou finalmente…
Eu gosto da chuva, bem…, de olhar para ela, não de a apanhar!
Nestes dias sinto-me em paz, não sei porquê. E é bom ter este tempo para pensar…
Aqui estou eu para o Dia Mundial do Sorriso!
Já sorriste hoje!? 😅😅😅


Poema – Sorriso, Elegante


O choque silenciou-me!
O teu sorriso é poesia
que sabe deleitar-me
nas palavras doces
da tua voz sedutora.

O teu sorriso é o sol
que ilumina o meu ser
e o amor que sinto
floresce meu campo seco.

Sou a flor que necessita
da tua energia. Elegante…


Fim.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quinta-feira, outubro 1

Miniconto 105 – Recordação Harmoniosa




Olá a todos! Aqui estou eu para mais um mês repleto de amor!
Várias são as publicações deste mês… E aqui estamos nós, para o Dia Mundial da Musica e o Dia Internacional do Idoso. Vamos sorrir? 😉💕



Miniconto 105 – Recordação Harmoniosa 



A música ouvia-se pelos cómodos da pequena casa e a cadeira de balanço chiava vez ou outra. As crianças brincavam com os novelos de lá, enquanto o gato malhado ronronava deitado sobre o peitoral da janela. O sol brilhava alto no céu e entrava pela varanda.
A harmonia da recordação fora outrora feliz.


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 01-10-2020)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊