O que te
vem à cabeça quando ouves “novelas de
cavalaria”? Cavaleiros montados nos seus cavalos? Guerreiros que lutam pela
vitória em grandes batalhas? Estilos e costumes medievais? Honra e morte
ligados por crenças religiosas?
Várias
imagens surgem na nossa mente, aprofundadas nas nossas crenças, mas a realidade
pode revelar-nos algo bem diferente. Ora vê e confirma…
😉😉😉
As
novelas de cavalaria, também conhecidas por “romances de cavalaria”,
correspondem a um género literário que teve origem na Idade Média (século V a XV), mais precisamente
durante os movimentos literários de Trovadorismo e Humanismo.
É
considerada uma das manifestações literárias em prosa mais ricas da Península
Ibérica (que na altura, abrangia Portugal,
Espanha, Gibraltar, Andorra e uma pequena fração do território da França e do
norte dos Pirenéus).
Acredita-se
que esta prosa medieval teve origem na França e/ou na Inglaterra, e que se espalhou
por outros territórios. Portugal, Espanha e Itália foram alguns dos outros
países onde a novela de cavalaria se popularizou.
As
novelas de cavalaria são narrativas épicas que retratam aventuras fantásticas
vividas por um cavaleiro medieval, na qual enfrentam terríveis batalhas em nome
de Deus e por diversas vezes, pelo amor impossível de uma jovem donzela.
Muito
sangue era derramado nestas prosas medievais, provenientes de poemas épicos e
de canções de gesta.
Divididas
em capítulos, a sua maior característica era a representação do coração
destemido, leal e honrado do cavaleiro, os reais códigos de honra e de conduta
cavaleiresca. Tinham como principal missão estabelecer e lutar pela justiça e
claro, obter a glória.
Mas não
lutavam apenas em batalhas, enfrentavam também monstros, animais perigosos e
destemidos, prendiam reis que não tinham a conduta justa perante o seu povo,
lutavam em torneiros, entre outras coisas, contudo, o final das novelas de
cavalaria costumavam possuir um final trágico e infeliz. O cenário usado era
muitas vezes fictício, como terras fantásticas e míticas.
Na época,
as novelas de cavalaria circulavam apenas pela fidalgaria e pela realeza, pois
o povo não tinha condições nem tempo para isso.
Entre os diversos
exemplos temos o Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, a Demanda do
Santo Graal e a História de Merlim.
As
novelas de cavalaria podem ser classificadas em três momentos da história:
No Ciclo Bretão ou Arturiano, que foi desenvolvido na Inglaterra, onde o Rei Arthur e os seus Cavaleiros são as personagens principais;
No Ciclo Carolíngio, onde Carlos Magno e os seus Cavaleiros são as personagens principais da história (França);
No Ciclo Clássico, onde as personagens introduzidas nestas narrativas pertencem à Antiguidade Clássica.
RESUMINDO:
Origem: Idade Média;
São narrativas extensas, divididas em capítulos;
Retratam aventuras fantásticas e heroicas;
As personagens são cavaleiros, heróis e donzelas;
Possuem temas heroicos, mitológicos e épicos;
Possuem a idealização da mulher e do amor impossível e profundo;
Tem uma visão teocêntrica, ou seja, Deus é o centro do mundo e de tudo o que existe e acontece;
Retrata acontecimentos e costumes épicos;
Proveem da tradição oral;
Possui um caracter religioso, mítico e simbólico.
E então,
o que me dizes? Estava perto do que imaginavas ser uma novela de cavalaria? O
que mais te surpreendeu? Gostarias de escrever uma novela deste tipo?
Bem, eu
fico por aqui…
Deixa a
tua opinião nos comentários.
Um abraço
e até à próxima.
Borboleta
Voadora
😊😊😊