sexta-feira, novembro 30

Miniconto 10 – Destinos




Vamos à última publicação do mês! 😉😉 Mas estarei de volta muito em breve… 😉


Miniconto 10 – Destinos


Cresceria saudável, cheio de alegrias e familiaridades. Teria tudo, palavras, sentimentos, ações, gestos, brinquedos… Seria uma criança feliz, envolta de sonhos concretizados e sorrisos amorosos.
O seu nascimento escambou os caminhos fantasiados pelos pais. A morte não fora uma opção, a enfermidade traçou-lhe um outro caminho, vasto de muita luta e garra.
A realidade apagou as fantasias e criou um vencedor de glória e orgulho, e os pais, na sua maior fragilidade, amadureceram.



FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 30-11-2018)




Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quarta-feira, novembro 28

Poema – Lágrimas na Chuva




Desejo-vos um(a) ótimo(a) dia/noite, esteja ou não a chover!
😉😉😉


Poema – Lágrimas na Chuva

O peso do céu escuro
aumenta a solidão,
aquela que revigora
a dor da saudade,
sem compaixão.

Nas possas de água parada,
as lágrimas do medo
fazem o seu alvoroço,
não se ouve nada mais,
só os pingos da madrugada.

Seguro firmemente
o pingente da melancolia,
a lembrança do nosso passado.
E vejo a chuva a cair
pela janela, sem melodia.

O silêncio invade,
tudo se apaga,
e a chuva, aos poucos, consome.
Vivo e morro, lentamente,
na dor que cresce e me come.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

domingo, novembro 25

Miniconto 09 – Violência




Levantemos as mãos e lutemos com garra e força!
Hoje é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
Vamos deixar-nos ouvir e ganhar um lugar só nosso neste mundo.
💖💖💖


Miniconto 09 – Violência

Ele alvejou-me com os olhos e agarrou-me com tal força que me magoou.
Se tivesse aceitado, estaria hoje debaixo da terra, a zelar pela família que nunca me apoiou.
Seria eu ou ele…, escolheram ele.
Parti para longe, e no desconhecido encontrei a felicidade com que sempre sonhara. Fechei as portas, mas abri as janelas.
Não sufoquei!

FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 25-11-2018)


Um abraço e até à próxima.

Borboleta Voadora
😊😊😊

sábado, novembro 24

As Novelas de Cavalaria




O que te vem à cabeça quando ouves “novelas de cavalaria”? Cavaleiros montados nos seus cavalos? Guerreiros que lutam pela vitória em grandes batalhas? Estilos e costumes medievais? Honra e morte ligados por crenças religiosas?
Várias imagens surgem na nossa mente, aprofundadas nas nossas crenças, mas a realidade pode revelar-nos algo bem diferente. Ora vê e confirma…
😉😉😉

As novelas de cavalaria, também conhecidas por “romances de cavalaria”, correspondem a um género literário que teve origem na Idade Média (século V a XV), mais precisamente durante os movimentos literários de Trovadorismo e Humanismo.
É considerada uma das manifestações literárias em prosa mais ricas da Península Ibérica (que na altura, abrangia Portugal, Espanha, Gibraltar, Andorra e uma pequena fração do território da França e do norte dos Pirenéus).
Acredita-se que esta prosa medieval teve origem na França e/ou na Inglaterra, e que se espalhou por outros territórios. Portugal, Espanha e Itália foram alguns dos outros países onde a novela de cavalaria se popularizou.
As novelas de cavalaria são narrativas épicas que retratam aventuras fantásticas vividas por um cavaleiro medieval, na qual enfrentam terríveis batalhas em nome de Deus e por diversas vezes, pelo amor impossível de uma jovem donzela.
Muito sangue era derramado nestas prosas medievais, provenientes de poemas épicos e de canções de gesta.
Divididas em capítulos, a sua maior característica era a representação do coração destemido, leal e honrado do cavaleiro, os reais códigos de honra e de conduta cavaleiresca. Tinham como principal missão estabelecer e lutar pela justiça e claro, obter a glória.
Mas não lutavam apenas em batalhas, enfrentavam também monstros, animais perigosos e destemidos, prendiam reis que não tinham a conduta justa perante o seu povo, lutavam em torneiros, entre outras coisas, contudo, o final das novelas de cavalaria costumavam possuir um final trágico e infeliz. O cenário usado era muitas vezes fictício, como terras fantásticas e míticas.
Na época, as novelas de cavalaria circulavam apenas pela fidalgaria e pela realeza, pois o povo não tinha condições nem tempo para isso.
Entre os diversos exemplos temos o Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, a Demanda do Santo Graal e a História de Merlim.

As novelas de cavalaria podem ser classificadas em três momentos da história:
  • No Ciclo Bretão ou Arturiano, que foi desenvolvido na Inglaterra, onde o Rei Arthur e os seus Cavaleiros são as personagens principais;
  • No Ciclo Carolíngio, onde Carlos Magno e os seus Cavaleiros são as personagens principais da história (França);
  • No Ciclo Clássico, onde as personagens introduzidas nestas narrativas pertencem à Antiguidade Clássica.

RESUMINDO:
  • Origem: Idade Média;
  • São narrativas extensas, divididas em capítulos;
  • Retratam aventuras fantásticas e heroicas;
  • As personagens são cavaleiros, heróis e donzelas;
  • Possuem temas heroicos, mitológicos e épicos;
  • Possuem a idealização da mulher e do amor impossível e profundo;
  • Tem uma visão teocêntrica, ou seja, Deus é o centro do mundo e de tudo o que existe e acontece;
  • Retrata acontecimentos e costumes épicos;
  • Proveem da tradição oral;
  • Possui um caracter religioso, mítico e simbólico.

E então, o que me dizes? Estava perto do que imaginavas ser uma novela de cavalaria? O que mais te surpreendeu? Gostarias de escrever uma novela deste tipo?



Bem, eu fico por aqui…
Deixa a tua opinião nos comentários.
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

terça-feira, novembro 20

Poema – Um Pijama para Sonhar




Hoje vamos andar de pijama! Temos de festejar este dia tão interessante…
Hoje é o Dia Nacional do Pijama.
Como é que ele é? Tem bonequinhos, flores, bolinhas?
Bom dia para todos… 😉


Poema – Um Pijama para Sonhar

Neste dia alegre e divertido,
um pijama novo vou comprar
e mostrar aos meus amigos
que também sei sonhar.

Nesta festa do pijama,
muitos jogos iremos jogar
é só depois das onze,
cansados, vamos nos deitar.

Irei navegar em naves espaciais,
numa luta pela linda princesa,
e depois contar aos meus pais
que o seu nome é Teresa.

De pijama irei defender
a sua vida, e com ela namorar,
para mais tarde, juntos,
ir ao parque passear.

Estou feliz por vê-la sorrir
e agradecer a minha valentia,
e espero um dia conseguir
a nave que no sonho existia.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

sábado, novembro 17

Poema – O Guarda do Sol e da Lua




Hoje é o Dia Mundial da Criatividade.
Pensei bastante no que podia fazer neste dia, e saiu este pequeno poema. Espero que gostem!
Bom dia a todos.
😊😊😊


Poema – O Guarda do Sol e da Lua

Sentado nas nuvens,
vejo o sol nascer
e os outros anjinhos,
alegres, a correr.

Eu guardo o sol,
como também a lua,
faço as estrelas brilharem.
Não há tristeza que flutua!

Possuo uma aurela brilhante
e uma túnica da cor do luar,
sou gentil e responsável,
comigo podes sempre contar!

Os outros, muito atarefados,
dão cor às flores, aos animais,
a tudo que possas imaginar,
eu sou apenas um guarda
que mil histórias tem para contar.

Faço o sol nascer e ilumino o luar,
faço tudo o que posso
para a vida evoluir, continuar.

Espero que continues a sorrir,
enquanto olhas para mim,
dás-me o poder de imaginar.
Sou feliz assim,
pois contigo sei, feliz, sonhar.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

sexta-feira, novembro 16

Miniconto 08 – Sufoco no Mar




Hoje é o Dia Nacional do Mar.
Que tal um passeio ao luar?
💕💕💕


Miniconto – Sufoco no Mar

Como seria caminhar na areia banhada pelo mar ao lado dele? Sentaríamos na areia molhada após um breve mergulho ao fundo do mar? Sorriria para mim e acariciaria o meu rosto triste e preocupado com os acontecimentos do dia anterior? Recitaria um poema bonito para me alegrar?
E á noite…
Olharia para os meus olhos, fixos no horizonte, e os compararia com as estrelas brilhantes do céu? Levaria o seu bloco de desenho e traçaria a minha beleza imperfeita à luz da lua cheia, enquanto eu aproveitaria a briza do mar, aquela que me daria a sensação de estar feliz ao seu lado?
Tudo muito bonito, romântico, tal como a magnífica pintura que vejo agora, á minha frente, mas a realidade é cruel e fria.
Sonhos… só em sonhos.


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 16-11-2018)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quinta-feira, novembro 15

Reflexão II – A Liberdade sobre a Escrita






A sociedade evoluiu e as opiniões individuais divergem. Os escritores tomam a palavra para contarem as suas histórias, sejam elas de caracter real ou fictício, para fazerem criticas a certos comportamentos humanos ou à sociedade em geral e/ou para darem uma simples opinião sobre um certo assunto.

A opinião expressada faz parte do interior do individuo, da sua personalidade e da forma como enxerga a vida. Cada opinião é única, totalmente pessoal. O ser humano compreende que cada pessoa possui valores, crenças e opiniões diferentes, mas a aceitação está muito longe de ser algo simples. O julgamento feito na maioria das vezes comprova isso mesmo: um comportamento “anormal”, uma opinião “estranha”, uma crença “tola”… Mas o que é realmente normal? Quem está certo ou errado?
Pois ninguém tem a resposta “certa” para estas perguntas…

A falta de compreensão e empatia vem a aumentar nos últimos anos, como uma doença que avança com o tempo e deteriora o portador.

Os senhores e as senhoras das letras lutam todos os dias para que as suas palavras sejam lidas e ouvidas, para que cheguem até nós tal como foram escritas, comparáveis aos pensamentos únicos que lhes deram vida, no entanto, em pleno século XXI, onde a liberdade de expressão é festejada com grande apego, isso não acontece. Por todo mundo, milhões de pessoas são silenciadas por causa das suas inofensivas opiniões.

Neste dia 15 de Novembro celebra-se o Dia do Escritor Preso, em honra daqueles que tiveram a sua liberdade retirada, desapareceram sem mais nem menos, foram violentados, mortos ou sofreram de algum outro tipo de ofensa, tudo por simplesmente usarem o seu direito de liberdade de expressão.

Hoje lembramos com tristeza os muitos que não tiveram a oportunidade de serem ouvidos, lidos, homenageados (em vida), etc… Fazemos com que estas pessoas não sejam esquecidas. Um dia “exemplo” de que a liberdade de expressão não existe, que não passa de uma fachada onde muitos deixam passar, para não perderem algo que consideram importante. Isto é, ameaças indiretas àquilo que chamamos liberdade!

Se formos a pensar um pouco, o que é realmente ser livre? Qual é o conceito mais correto para definirmos tal posição? No passado, as pessoas associavam a liberdade ao delírio de voar, de ultrapassar as nuvens e descobrir a sensação que as aves tinham com tanta facilidade, mas hoje não é bem assim…

Liberdade! Livre, o que é e como ser? Eis a questão!


Por hoje é tudo, pensa um pouco nisto e deixa a tua opinião nos comentários.
Eu fico por aqui…


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😔😔😔

quarta-feira, novembro 14

Poema – A Bondade




Será assim tão difícil ter bom coração?
😉😊😉



Poema – A Bondade

Perdida na floresta,
onde nada se podia ver
e abandonada à sorte,
encontrei a bondade, que
explicou-me o caminho
para a casinha encantada.

Sentia-me só, dura,
presa na imensidão escura,
acreditava na solidão,
longe da verdade
e aos poucos, conheci
a ternura, a real cura.

Afastada, agora, da escuridão,
a luz ilumina o meu caminho,
as palavras da salvação,
cheias de ternura. Sim!
As salvadoras do meu coração,
vieram e chegaram de mansinho.

Esperança, bondade, luz
da vida e dos caminhos perdidos,
soa paz, gloria, compaixão.
Fui a felizarda de outrora,
que agora, sem medos,
dou largas à salvação.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

domingo, novembro 11

Poema – Magusto em Família




Neste dia feliz, chove lá fora…
Mas aqui, em família, faz-se na mesma o magusto…
Dentro de casa, ao calor do fogão de lenha.
As castanhas estão saborosas…
Bem… Desejo-vos um ótimo Dia de São Martinho!


Poema – Magusto em Família

Dentro dos ouriços,
um fruto irei encontrar
e dar há minha mãe
para comer e saborear.

Juntos, em família,
o magusto é mais saboroso.
Nada se perde,
é um momento caloroso!

Sejam elas cozidas ou assadas,
as castanhas são saborosas
e toda a família aproveita
para contar histórias engraçadas.

Quando chega a hora de dormir,
cada um tem o seu sonho feliz,
eu sou diferente, pois contente,
tudo o que faço é sorrir.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

sexta-feira, novembro 9

Tipos de Novelas Literárias




Numa das minhas publicações anteriores de “Dicas de Escrita” delineei cada uma das principais características da novela literária. Hoje vamos aprender um pouco sobre alguns dos vários tipos que existem. Então, conheces algum tipo em específico?
😉😉😉


Tipos de Novelas Literárias:

  • Novelas de Cavalaria: este tipo de novela narra grandes aventuras e atos corajosos de um ou mais cavaleiros.
  • Novelas Picarescas: este tipo de novela é caracterizado por narrar episódios aventureiros de um herói excêntrico ou de má reputação.
  • Novelas Realistas: neste tipo de novela, a realidade social é a principal característica. Possui personagens complexas que interagem entre si e que se comportam consoante a sua classe social (rico, pobre, príncipe, plebeu, etc.). Os acontecimentos quotidianos são o foco principal da ação.
  • Novelas Sentimentais ou Bucólicas: este tipo de novela caracteriza-se por se centrar nos sentimentos expressos pelas personagens, como o amor, a inveja, a tristeza, o ciúme, entre outros. E as ações das personagens são cometidas consoante esses mesmos sentimentos, e normalmente possui um final feliz, com a resolução do conflito da história.
  • Novelas Religiosas: neste tipo de novela, os costumes e as crenças religiosas são o centro das ações das personagens. O tema central da história é uma religião específica (cristianismo, budismo, etc.).
  • Novelas de Aventura: neste tipo de novela, a aventura e os seus perigos são o foco principal da narrativa. Podem conter também mistério, fantasia, terror, entre outros.
  • Novelas Históricas: este tipo de novela tem como particularidade acontecer numa época diferente àquela em que foi escrita (idade média, por exemplo).
  • Novelas Policiais e/ou de Mistério: neste tipo de novela, a história esta envolta num grande mistério ou crime, que normalmente é resolvido por um detetive ou outra entidade competente.
  • Novelas Góticas: normalmente, este tipo de novela literária possui terror, suspense, morte, mistério, horror, fantasmas e/ou outros elementos que caracterizam o ambiente de medo e pavor.
  • Novelas de Fantasia: neste tipo de novela, a magia, os seres fantásticos/sobrenaturais e as ações sobrenaturais são o centro da história.
  • Novelas de Ficção-Cientifica: neste tipo de novela, as consequências do avanço tecnológico são o seu tema principal, como viagem no tempo, luta de robôs, inteligência artificial, extraterrestres, invasões espaciais, universos paralelos, cenários apocalípticos, entre outros.
  • Novelas Psicológicas: neste tipo de novela, o estado e a evolução psicológica da personagem é o centro da história. Pode ou não retratar a vida inteira da personagem em questão.


Se souberes de algum tipo que não tenha citado, deixa-o nos comentários.
Vou gostar de o conhecer!
Como sabes, estou aqui para aprendermos em conjunto e por isso, se houver algo na qual não estejas de acordo, não hesites em dizer-me (deixa nos comentários).
Na minha próxima publicação de “Dicas de Escrita” irei falar um pouco mais sobre um dos tipos que apresentei em cima.
Se quiseres, deixa a tua sugestão: qual gostarias de ver aqui trabalhada?



Bem… Por hoje é tudo!
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quarta-feira, novembro 7

Poema – Preguiça e Descanso




Hoje devia ser feriado!
É o Dia Internacional da Preguiça
😉😉😉


Poema – Preguiça e Descanso

Aconchegada nas cobertas,
descanso e dou largas à preguiça,
trabalhei, trabalhei…
Não aceito tal injustiça!

O descanso é necessário
e daqui não me levanto.
Sou pura nos meus atos
e cada dia é um encanto!

Conto histórias a quem passa
e para para ouvir,
sejam fadas ou duendes,
existe sempre vontade para rir.

Pode haver um ogre que canta
ou uma ninfa que não sabe nadar,
toda a história possui um fim
e um recomeço a narrar.

A alegria é uma só,
não existe outra igual.
Viajo pelo mundo,
evito tornar-me habitual.

A inovação escondeu-se
dentro do meu coração,
e hoje descanso
por baixo do edredão.

A preguiça, matreira, selou
minhas palavras encantadas,
mas amanhã estarei de volta
para juntas rir às gargalhadas.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

segunda-feira, novembro 5

Miniconto 07 – Ele e Ela




Se plantares batatas, definitivamente não nascerão cenouras…
Colherás aquilo que plantares!
😉😉😉


Miniconto – Ele e Ela

Ele desejava a liberdade. Ela sonhava com uma família completa. Separaram-se.
Ela viajou para o esquecer. Ele divertiu-se com amigos, mulheres, álcool e drogas.
Anos mais tarde reencontraram-se por acaso.
A tristeza e o arrependimento fundiram-se num só sentimento, que transpareceu suavemente para depois ocultar-se logo de seguida.
Ela, feliz, usufruía de umas férias em família, não estava mais sozinha; ele, de queixo caído e degastado, contava pelos dedos algo que queria definitivamente esquecer, não queria perder mais nada. Seus destinos haviam-se cruzado, por mero acaso, mas a sua felicidade estava longe dela, como também dele…
Despediram-se após algumas palavras.
Ela seguiu em frente; ele olhou para trás e fechou os olhos. E amaldiçoou o seu fim…


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 05-11-2018)


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊