quarta-feira, outubro 31

Conto – Alguém…




Desejo a todos um ótimo e sombrio Halloween!
🎃🎃🎃


Conto – Alguém…

Não fazia sentido. Porquê? Eu seria assim tão insignificante?
Viver, era tudo o que eu queria, mas naquele olhar enraivecido, sedento de sangue, incompreensível, sabia o que me esperava.
Injetava-me pela alma, agonizando as minhas forças, as minhas hipóteses de fuga.
O seu olhar vampírico, frio, gélido, fazia-me recordar dos momentos felizes e de ternura que havíamos tido e que agora pareciam ter-se desvanecido em fumo, numa imagem abstrata da minha imaginação. Tudo mentira?
Não, eramos felizes, havíamos sido, certa disso estava eu, mas agora nada disso importava. Os carinhos, as conversas íntimas, os sorrisos, os olhares doces, tudo tinha chegado ao fim…
O seu olhar preenchia-me por uma culpa sem razão. Razão? Não existe, nem lá, nem aqui, nem neste momento. Ele não acreditava em mim e eu, não confiava mais nele.
A confiança mútua de outrora evaporara, extinguira-se naquele olhar que censurava a minha fidelidade, o meu amor, o meu futuro…, e a faca que segurava com firmeza mostrava-me um destino roubado por uma mentira instantânea.
Falar? Suplicar? Não havia mais espaço para isso…
Naquele olhar não existia civilização, compreensão. Alguém, não importa quem… Alguém que me salve!
Eu… Eu quero viver…


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 30-10-2018)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

terça-feira, outubro 30

As Origens da Novela Literária




A origem da palavra novela provem do latim “novella”, de “novellus, a, um”, que por sua vez é um adjetivo originário de “novus, a, um”, que significa jovem, novo, recente. Só mais tarde é que passou a ser usada para indicar a narrativa intermédia na qual conhecemos hoje, a novela literária.

Como disse na minha publicação anterior, a novela literária caracteriza-se por ser uma narrativa de tamanho intermédio, de 20 mil a 40 mil palavras, que acompanha a história ou um certo acontecimento de uma determinada personagem, num enredo simples e de ritmo acelerado e num tempo-espaço linear (o relógio e o calendário).

Embora a novela literária remonte a antiguidade clássica (ou um pouco mais), só nasceu verdadeiramente durante a Idade Média, numa resposta desejosa de aventuras. As novelas literárias de cavalaria foram as primordiais, seguidas das novelas sentimentais e bucólicas. Após a época medieval e renascentista, a novela literária sofreu um declínio, ressurgindo no século XIX, quando a burguesia procurou algo leve e divertido para ler. Foi nessa altura que surgiu os outros tipos de novela literária, como as novelas picarescas, as novelas histórias e as novelas de mistério e de policial.

As novelas históricas de Walter Scott (1771 a 1832), o criador do verdadeiro romance histórico, tiveram o seu auge no período romântico do século XIX, enquanto que os autores das novelas de mistério e de policial, como Arthur Ignatius Conan Doyle (1859 a 1930), o criador do detetive Sherlock Holmes, como Agatha Mary Clarissa Christie (1890 a 1976), só se destacaram nos finais do mesmo século, perdurando até aos dias de hoje. A novela picaresca, a mais provável herdeira da novela sentimental, teve também um grande sucesso, que depressa de diferenciou, o que levou a que procurassem novas formas de ela chegar ao público.

Foi por essa altura que surgiu as primeiras novelas escritas nos jornais, como se fossem cronicas, e mais tarde vieram a ser transmitidas por via rádio, as conhecidas novelas radiofônicas. Com o avanço da tecnologia e dos tempos, desapareceram da rádio, ressurgindo transmitidas pela televisão, como as vemos hoje.

A novela literária, hoje, não é muito famosa a nível mundial como o conto e o romance, por não haver limites concretos na sua estrutura e nas suas características, e também por outras diversas razões, mas ainda existe quem as escreva e publique, para um público-alvo específico. Nas minhas próximas publicações de “Dicas de Escrita” irei ajudar-te a escrever uma novela literária, para o caso de quereres tentar.


Exemplos de Novelas Literárias:
  • A Metamorfose, de Franz Kafka.
  • A Festa no Castelo, de Moacyr Scliar.
  • Aura, de Carlos Fuentes.
  • O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux.
  • A Fera na Selva, de Henry James.
  • O Amante, de Marguerite Duras.
  • Um Copo de Cólera, de Raduan Nassar.
  • O Náufrago, de Thomas Bernhard.
  • Morte em Veneza, de Thomas Mann.
  • O Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago.
  • A Volta do Parafuso, de Henry James.



Bem… Por hoje é tudo!
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

domingo, outubro 28

As Características da Novela Literária




Na minha publicação anterior de “Dicas de Escrita” defini e delineei a diferença que existe entre a novela literária e a novela que passa na televisão (a telenovela). Hoje vou aprofundar um pouco mais sobre este assunto, ao expor as principais características da novela literária. Mas são assim tão diferentes dos demais textos literários?
Pois bem, a questão está muito para além disso. Ainda hoje é difícil definir os limites da novela literária, pois por diversas vezes já foram encontradas novelas apelidadas de contos e romances apelidados de novela ou vice-versa.
A seguir vou apresentar-te as principais características da novela literária para que possas tirar as tuas próprias conclusões.


Narrativa
A narrativa é de tamanho intermédio, de 20 mil e 40 mil palavras (50 a 100 páginas)
Ação
A ação é polivalente, ou seja, possui uma pluralidade dramática. Vários enredos são desenvolvidos ao longo da narrativa, que a princípio parecem estar independentes uns dos outros, mas que ao longo da história se ligam num só enredo, na ação principal da história (acontecimento), para depois caminhar para o desfecho. Aqui, nenhum dos enredos pode ser descartado ou a ação principal perde o sentido.
Enredo
Ao contrário do que acontece no romance, o enredo é relativamente simples e possui um ritmo acelerado. Todos os acontecimentos e ações das personagens são essenciais para que a história seja contada.
Sucessividade
O enredo desenvolve-se sequencialmente, embora possa haver alterações ao longo da história.
Tempo
O tempo é linear, ou seja, segue o relógio e o calendário. O novelista não pode voltar no tempo, nem viajar para o futuro, e mesmo que tenha acompanhado a vida do personagem desde o nascimento, só conta aquilo que realmente importa para o desenvolvimento da ação principal – o passado é reduzido em breves relatos.
Espaço
O espaço está inteiramente relacionado com o tempo. Ao longo da história, vários cenários podem ser apresentados ao leitor, que podem ou não sofrer alterações consoante as ações das personagens. E se o novelista assim desejar, o espaço pode ser mudado a qualquer altura da história, é livre para o fazer.
Personagens
Não existe qualquer restrição no número de personagens que a novela literária pode ter, mesmo que normalmente o seu número seja reduzido, e ao longo da história, algumas personagens podem ser acrescentadas e até mesmo retiradas, tudo em função da história que está a ser contada.
Linguagem
A linguagem é relativa, ou seja, depende do tempo/época em que a história está a decorrer. Se a história situar-se na Idade Média, a sua linguagem irá ser mediante a essa altura, e assim sucessivamente. Existem termos temporais que hoje já não são utilizados – exemplo: urbes – cidades. E se a história situar-se numa região específica, com termos característicos, esses termos também deverão ser utilizados. A novela literária pode, ainda, fazer uso de metáforas simples, de compreensão fácil, e de outras figuras de estilo (pouco elaboradas).
Narração, Diálogo e Descrição
A narração na novela literária possui uma grande importância, seguida do diálogo das personagens. A descrição, por outro lado, possui uma importância mínima, podendo até nem existir.



Bem… Por hoje é tudo!
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quinta-feira, outubro 25

Miniconto 06 – A Gémea




Tudo bem?
Espero que sim, e… não desejem a vida de ninguém!
😉😉😉


Miniconto – A Gémea

Eram o retrato esculpido uma da outra, mas desejavam, sonhavam com vidas diferentes. Uma sonhava ser professora, outra hospedeira. Mas numa família sem precedentes masculinos, a gémea mais velha tinha a obrigação de seguir a tradição da família, a medicina.
Infelicidade, raiva, inveja… Queria ser livre!
Buum! O destino veio e desgraçou-a… Amaldiçoou-a pela vida toda por ter desejado a vida de sucesso da sua irmã, que supostamente era livre. A liberdade veio e foi determinante, eterna, e as suas lágrimas surgiram no seu rosto. Tristeza, solidão, arrependimento…
Jamais voaria tal como a sua irmã.

FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 25-10-2018)


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

terça-feira, outubro 23

Poema – Essência da Vida




Vamos a mais um poema?
😉😉😉


Poema – Essência da Vida

Numa roseira em flor,
vejo os caminhos da vida
e as difíceis batalhas
que se tornam numa
valente ferida.

Não existe mar com rosas,
nem de rosas!

Os espinhos habitam
para nos esclarecer
que não há sofrimento
sem padecer…

É na dor que está
a maior prova da existência,
pois o sentir, o tocar,
é a clareza da essência.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

sábado, outubro 20

Poema – A Viagem do Outono




Hoje deixo mais um poema para vós…
Espero que gostem.


Poema – A Viagem do Outono

Pelo chão,
outrora deserto,
uma cobertura colorida
delicadamente se desenhou,
refinando os traços
e a viagem que findou.

Pelo norte e sul,
este e oeste,
várias perspetivas
deram-te a liberdade
para pintar e modificar
o destaque com sensibilidade.

Tudo se transforma
sem receio!
Preparam-se com vigor
para a viva lembrança
de um período parecido
que já foi criança.

O período é assim,
renasce desigual,
– nasce, cresce e morre –,
num ciclo rigoroso,
e nós, testemunhas dele
aplaudimos, vivos,
com um sorriso choroso.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quarta-feira, outubro 17

Poema – Um Mundo sem Pobreza




Hoje é o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Uniremos, então, forças para lutar…
😔😔😔


Poema – Um Mundo sem Pobreza

Como seria o mundo
se não houvesse pobreza?
Haveria salvação para
aqueles que choram de tristeza?

Neste mundo unilateral
não existe solidariedade.
O egoísmo é para todos igual
seja qual for a sua idade.

Levanta as mãos para lutar
contra tal individualismo,
todos merecem viver
e jamais sobreviver.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

segunda-feira, outubro 15

Miniconto 05 - Adoção




Hoje trago mais um miniconto.
Espero que gostem.
😉😉😋


Miniconto – Adoção

Eu receei conhece-los, aproximar-me deles e apegar-me ao afeto que me ofereciam sem algo em troca… Havia sempre algo que eu tinha de fazer para receber um abraço, um carinho, uma palavra amiga.
Eu não conhecia o afeto, o sorriso amável, o calor real de alguém. Estranhei!
Deram-me tudo isso e muito mais sem exigirem algo em troca. Não reconheci hesitação, medo, incerteza, repulsão nem racismo.
Levantavam as mãos, tal como eles, mas apenas para me felicitarem, para acariciarem a minha cabeça ou o meu rosto, para me dar as mãos, para me abraçarem… Tinha encontrado, por fim, uma família. O pesadelo de outrora não mais se voltaria a repetir.
O pânico, a angústia, o desespero, a solidão, a fome, a guerra, a violência, tudo havia desaparecido como num pesadelo jamais vivido ou presenciado.
Aquelas palavras, aqueles sons medonhos haviam-se evaporado como uma neblina de uma manhã fria…
Fui o felizardo, uma alma salva pelo verdadeiro, pelo genuíno amor.


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 15-10-2018)


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

domingo, outubro 14

A Novela Literária




Acredito que a palavra «novela» já não é nova para ti. Mas sabias que as novelas que vês transmitidas na televisão não são na verdade novelas?
Devo estar, neste momento, a pregar-te um grande choque, ou não, mas esta é a mais pura das verdades. Hoje vou ajudar-te a compreender a diferença que existe entre a novela literária e a novela que vês na televisão.
😉😉😉

As telenovelas (ou novelas televisivas) são histórias de ficção transmitidas pela televisão, com o objetivo de entreter o público. Geralmente, a história é dividida em episódios que seguem uma ordem planificada, e a sua trama é na maior parte das vezes muito previsível, exceto o seu desfecho. Ou seja, sabemos como vai iniciar a história, seguindo um certo padrão, mas com o desenrolar do enredo, o seu desenvolvimento toma caminhos imagináveis e o seu final é um autêntico mistério. Durante a trama, novas personagens podem surgir, como também outras podem desaparecer, consoante a necessidade da história, chegando assim a um clímax e a um final. Normalmente, a trama é acessível ao público em geral.
📺📺📺

A novela literária, por outro lado, nada tem a ver com a telenovela. Está relacionada com a literatura, tal como o conto e o romance. A novela literária consiste numa extensão narrativa média que centra-se entre o conto e o romance, ou seja, a novela é maior que o conto, com uma contagem média de 50 a 100 páginas, de 20 mil e 40 mil palavras, e menor que o romance.
Caracteriza-se por apresentar uma história simples, com um número relativamente baixo de personagens. A história centra-se apenas na ação de um único personagem, o central da história, algo que não acontece nas telenovelas, onde acompanhamos várias tramas ao mesmo tempo. Neste aspeto, a novela literária é parecida com o conto.
Podemos então concluir que em comparação ao conto e ao romance a novela literária expõe de uma poupança considerável dos recursos narrativos em relação ao romance e um maior desenvolvimento do enredo e das personagens em relação ao conto.
Nas minhas próximas publicações de “Dicas de Escrita” irei aprofundar um pouco mais sobre a novela literária, especialmente as suas principais características, aquilo que a difere dos outros textos literários. Se desejas tentar escrever uma, as características da novela literária irão com certeza ajudar-te.
📖📖📖


SABIAS QUE…
- A palavra «novela» tem denominações interessantes nas outras línguas? No inglês, a palavra novela possui a denominação de «soap opera» e no francês «roman». E sabias que a palavra romance em inglês se diz «novel»? Interessante, não é?
😋😋😋


Bem… Por hoje é tudo!
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quarta-feira, outubro 10

Poema – Morte




Hoje é o Dia Mundial Contra a Pena de Morte.
⚠😉⚠


Poema – Morte

Veio de mansinho,
num impulso involuntário,
era o sono eterno,
sinto-me bem, só solitário.

Foi tudo num sopro,
algo bem inesperado,
as minhas mãos tremem…
O que fiz eu de errado?

Nada mais importa,
não tenho arrependimentos.

Não! Não chorem,
eu vou ficar bem.
O meu coração não bate
mas tenho-vos comigo,
sim, para sempre…

Fui feliz,
fui amado e compreendido,
nada mais importa agora,
sigo em frente e olho…
Sei que consigo!

Um dia voltarei,
esperem por mim…
Encontrar-nos-emos!
O meu amor por vós
não tem fim!


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

segunda-feira, outubro 8

Conto – Um Sopro no Parque




Vamos a mais um conto?
Espero que gostem…
😉😉😉


Conto – Um Sopro no Parque

Tudo parou no tempo. Os pássaros, as árvores, as flores, o vento. Tudo parou, sem razão aparente. Olho o relógio do parque, lá no seu alto. Estranho… Os segundos contados pelo longo ponteiro negro seguem o seu rumo aos minutos, e os minutos às horas. Enlouqueci? Ou estarei a sonhar?
Ao longe, ouve-se duas vozes distintas que se interligam numa conversa incompreensível. O que dizem uma à outra?
Levemente, ouço o vento a assobiar numa melodia que só ele é capaz de entender, mas… tudo contínua quieto. A água pura que outrora se ouvia já não borbulha na fonte, o cheiro doce das flores espalhadas pelo manto verde negam-se a deliciar-me com o seu aroma memoriável, as vozes entusiasmadas das crianças a brincar não se ouvem mais…
Será que o vazio se apoderou de mim? Terá chegado a hora?
As duas vozes continuam a ouvir-se, mas… do que falam? Das suas culpas? Dos seus medos? Das suas histórias? Fecho os olhos e ouço, ouço com o coração aberto. A preocupação recusa-se a deixa-la, apodera-se da sua essência como um parasita, sugando gota a gota do seu vigor. A outra voz, leve e fina, corajosamente tenta encoraja-la a persistir, a não desistir de algo…
Os seres humanos são muito interessantes! Vivem, sobrevivem e morrem, não são muito diferentes de mim, mas têm algo que os torna diferentes, especiais. Mas o que será?
O vento… já não consigo ouvi-lo mais, mas o aroma adocicado das flores e as vozes alegres das crianças, por fim, deixam-se ouvir… Ah, já entendi. A água também decidiu despedir-se de mim…
Todos os dias nascem e desaparecem vidas. Também houve o dia em que eu nasci, no seio de uma família numerosa. Hoje, sozinho e velho, deixo de existir.
As duas vozes, afetuosamente, choram e compreendem-se, e eu, escondido por entre estes arbustos vigorosos vejo a verdadeira, a única razão dos seres humanos serem tão especiais. Sim, são, mas à sua maneira.
Sorrio. A luz decide, por fim, apagar-se, vagarosamente. Não há arrependimentos nem tristezas. Fiz o que quis, fiz o que pude por aquela família que deixo sem experimentarem a dor da minha partida. Vou, lentamente, sem culpas…
A voz grossa altera-se, aflige-se na sua alma. Chama pelo meu nome… Chora… Aperta-me… Oh, sim! Familiar, quente, aconchegante, um homem crescido, com um bom coração… Sou-te grato, meu menino pequeno e chorão! A minha alma queima por dentro. Não, não chores! Eu fui feliz, muito feliz!
A vida que me deste foi a melhor que podias dar: as brincadeiras, os mimos, as guloseimas, a companhia, a compreensão, o teu sorriso alegre e às vezes triste…
Sim! Sem remorsos, sem tristezas. Sorri, sorri por mim…
Deixa estar, eu faço isso por ti.

FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 08-10-2018)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

sexta-feira, outubro 5

Poema – O Professor




Hoje é o Dia Mundial dos Professores.
Vamos agradecer-lhes? Por um mundo melhor…
😊😉😊


Poema – O Professor

Foi por aquele sorriso
que eu, um dia, chorei,
ao vê-lo partir, muito só,
algo que jamais esquecerei.

Aprendi várias coisas,
do universo à vida,
hoje desejo voltar
ao passado, ao momento
da sua partida.

Algo ficou por dizer
e em lágrimas sólidas
jamais foi transmitido,
que a real educação
esta no coração obtido.

A confiança é a chave
para o verdadeiro viver,
não houve nada mais
conquistador…
do que aquele sorriso
que me soube oferecer!


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quinta-feira, outubro 4

Poema – Os Animais




Neste Dia dos Animais preparei um pequeno poema para vós!
Espero que gostem…
😉😉😉



Poema – Os Animais

Naquele olhar abatido,
algo importante consegui,
triste, compreender:
os animais são amigos
e não objetos
para comprar e vender!

São seres vivos
que necessitam de amor,
uma atenção prestigiada
sem cobrança nem dor.

Têm um coração puro
e gostam de brincar,
e quando chegamos a casa
só nos querem cumprimentar.

Sentem a nossa falta,
choram de solidão…
Vamos abraça-los
e chama-los com o coração.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊