quinta-feira, março 29

Tipos de Contos




Quais são os tipos de contos que conheces? Sabes distinguir um conto de cenário de um conto de ideia? Hoje vou falar-te dos diversos tipos de contos que existem, mas nada de muito aprofundado. Deixarei isso a teu critério… 😊 Caso queiras que eu aprofunde algum deles, deixa o teu pedido nos comentários.

E agora, vamos ao que interessa! 😉

  • Conto Fantástico: neste tipo de conto, o contista possui uma liberdade de criação e imaginação. O conto fantástico resume-se na criação de um mundo irreal, com cenas e personagens improváveis que ultrapassam a realidade do ser humano;
  • Conto de Cenário: neste tipo de conto, o contista centra-se na descrição do cenário e do ambiente da história, passando o enredo e as personagens para segundo plano;
  • Conto de Ação: neste tipo de conto, a aventura e a ação se sobrepõem aos demais estilos, isto é, pode conter comédia e romance, mas a predominância é a ação e a aventura que as personagens passam;
  • Conto Erótico: neste tipo de conto, o erotismo é a base da história, de maneira a provocar, despertar ou instruir o leitor para as práticas sexuais.
  • Conto Emocional: neste tipo de conto, o contista tem como objetivo provocar sensações no leitor, como terror, alegria, pânico, surpresa, etc. Normalmente, vem mesclado com o conto de ideia e todos os elementos do enredo, como as personagens, ambiente, etc., caminham para o objetivo principal, despertar emoções no leitor.
  • Conto de Ideia: neste tipo de conto, o contista oferece ao leitor uma síntese das observações que a vida lhe permitiu fazer acerca do mundo. Normalmente, utiliza as personagens e os demais elementos da narrativa como ferramentas para transmitir a ideia que está identificada com a ação e as personagens, isto é, em vez de escrever para a ideia, escreve a história e embute nela a ideia.
  • Conto Maravilhoso: nestas histórias, o contista não faz uso das fadas. Desenvolve um ambiente mágico (génios, duendes, objetos mágicos, etc.) e destaca a parte material, sensorial e ética do ser humano. Geralmente, o conto maravilhoso tem como objetivo a realização do herói e a conquista dele sobre um tesouro ou outro bem material.
  • Conto de Encantamento: este conto é caracterizado pelo elemento sobrenatural ou fantástico, onde intervêm seres fantásticos, objetos mágicos, entre outros.
  • Conto de Mistério: neste tipo de conto, o contista preenche a narrativa de suspense e mistério. Cria uma expectativa no leitor e surpreende-o no final da história. Os ambientes usados neste tipo de conto são normalmente noturnos, mórbidos, sombrios e macabros, habitados por indivíduos melancólicos e depressivos, sem perspetivas para o futuro.
  • Conto Etiológico: estes contos são criados para explicar ou dar uma razão para a existência de um certo assunto, habito ou carácter humano;
  • Contos de Fadas: estes contos têm natureza espiritual, ética e existencial. Retratam a história de heróis/heroínas num ambiente sobrenatural e que têm como objetivo a realização interior do ser humano.
  • Conto Cómico: neste tipo de conto, o contista preenche a história de acontecimentos imprevisíveis e personagens engraçadas. As piadas, os trocadilhos e as ironias são comuns neste tipo de conto, já que são para fazer o leitor rir e chorar por mais;
  • Conto de Personagem: neste tipo de conto, o contista tem como objetivo retratar uma personagem, isto é, mesmo que exista uma história, a descrição e o desenvolvimento da personagem é o objetivo principal do contista;
  • Conto Religioso: este conto caracteriza-se pela existência ou interferência divina na vida dos mortais. Retratam a fé, a crença e a superstição dos mortais em relação aos deuses/a Deus.
  • Conto de Origem: neste tipo de conto, o contista tenta explicar o aparecimento de algo. Assemelha-se aos mitos e às narrativas religiosas.
  • Conto de Sabedoria: este conto dá uma lição para a vida do leitor. Também é conhecido pelo conto de exemplo.
  • Conto de Terror: este conto aproxima-se da realidade e passa-se num ambiente de horror, pânico, medo e tensão. A história possui vinculação aos medos mais comuns dos seres humanos, como a morte, os crimes, as enfermidades, os fantasmas, as catástrofes naturais e os monstros sobrenaturais.


Conheces mais algum conto que eu não tenha citado?
Deixa a tua resposta nos comentários. 😉


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

terça-feira, março 27

Poema - Até Breve!




Só mais um poema… 😇 😉


Até Breve!

Com os pés descalços
Corro pela neve,
As primeiras flores avançam
É um até breve!

Devagarinho e a seu tempo,
Transforma-se em vida.
Dá lugar às flores…
Estou comovida!

O inverno diz adeus
E a primavera decide mostrar
O seu vigor adormecido
E que agora está a acordar.

Pelos campos brancos
O manto verde aparecerá
E as flores coloridas
Em breve…
As abelhas alimentará!

As aves também virão
Para novas famílias criar
E quando tudo tiver pintado,
Viva à Primavera!
Que demorou a chegar.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

sábado, março 24

Poema - O Trevo de Quatro Folhas




Hoje não tenho palavras para vos dizer, apenas aquelas que constam no pequeno poema que vos deixo... 😔 😢 😔


O Trevo de Quatro Folhas

Num dia ensolarado
Um trevo fomos procurar,
Tinha de ter quatro folhinhas,
Pois só assim iria funcionar.

No meio de tantos trevos
Tua sorte, queríamos encontrar
E pedir ao Senhor
Algo que só ele podia dar.

Tantas crianças com fome
Só o Teu pão as pode saciar!
E as guerras do mundo…
Por favor, faze-as parar!

É só dor e sofrimento
Que dignidade os faz continuar?
O meu grande Salvador
Vai dar-lhes amor
E ensina-los a amar!

Juntas, levantamos o trevo
Com o coração a pulsar.
Oramos pela Paz!
Queremos o amor
E as crianças salvar.

Tua força é grande
E o teu amor
É impossível de calcular,
Sabes o que queremos
E desejamos preservar.

O dever de uma criança
É com as outras brincar
E com um sorriso alegre,
Vivo e brilhante
As pessoas encantar.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😔😔😔

terça-feira, março 20

Poema - Primavera!




Chegou finalmente a Primavera, apesar do tempo não ter dado uma brecha no frio e na chuva. Bem, vamos alegrar-nos com este poema… Pode ser? 😉 🌷



Primavera!

Num campo florido,
Flores fomos apreciar
E surpreendida fiquei
Ao ver fadas a voar.

Festejavam a Primavera
Que tinha acabado de chegar
E os passarinhos cantadores
Depressa vieram-se juntar.

Ao sabor da brisa suave
Havia flores a bailar
E as abelhas marotas
Logo vieram aproveitar.

Pela paisagem ao redor
Tudo colorido podia contemplar
E a minha gatinha Lia
Não perdeu tempo e foi brincar!

Juntas, corremos pelo campo
E com as fadas fomos dançar,
Tu tentaste apanha-las
E eu desejei o céu alcançar.

Ao cair da noite,
As fadas foram-se sem hesitar
E nós regressamos a casa
Pois tínhamos uma bela história
Para tu e eu contar.


Por hoje é tudo! 😇 🐥 🍓 🌳
Desejo-vos uma ótima Primavera!





Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

segunda-feira, março 19

Poema - Junto ao Ribeiro...




Hoje é o teu dia,
Deixa-me te contar
O amor que sinto por ti
Aquele que nunca vai acabar…

Desejo a todos um Feliz Dia do Pai! 💖


Junto ao Ribeiro…

Junto ao ribeiro
Uma flor vi desabrochar,
Mostrava a sua força
E a sua cor âmbar.

Fizera-me recordar
Dos tempos de solidão,
Dos tempos que chorava
E partia o coração.

Dos teus abraços fortes
E dos meus sentimentos virais,
Que inundavam a tua alma
De tristeza e que hoje
Não são iguais!

As tuas palavras carinhosas
Deram-me a força
E a coragem para continuar,
Pelos caminhos ingremes
Que terei um dia de enfrentar.

Neste mundo perdido,
Onde a tristeza prevalece,
Irei vencer e lutar
E dar-te o orgulho
Que um dia te prometi dar!

Obrigada Pai! 😊



Não existem palavras que possam expressar um sentimento tão complexo, mas nestas poucas palavras mostro apenas uma "migalha" desse amor! ADORO-TE PAI!




Um abraço e até à próxima. 💖


Borboleta Voadora
😊😊😊

quinta-feira, março 15

Os Contos de Fadas




Quem é que nunca ouviu falar dos contos de fadas?
Acredito que ninguém, e reservei a publicação de hoje para falar destas histórias de encantar que coloriram a nossa infância.

Os contos de fadas são histórias que normalmente possuem seres fantásticos como fadas, bruxas, elfos, anões, dragões, gigantes, sereis, animais falantes, unicórnios coloridos e muito, muito mais. São histórias que apresentam um mundo cheio de magia; muito apreciadas pelas crianças.

Para o público em geral, os contos de fadas significam histórias improváveis, isto é, uma história que jamais poderia acontecer de verdade. Ora! Não vais dizer-me que acreditas em fadas e em elfos, pois não? 😉Diferente das lendas e dos mitos, os contos de fadas contêm referências superficiais à religião, aos lugares, às pessoas e aos eventos reais.

O termo “conto de fada” foi concebido pela primeira vez no final do século XVII, por Marie Catherine D`Aulnoy. Muitos dos contos de fadas que conhecemos hoje evoluíram de histórias seculares, que apareceram em diversas variações nas várias culturas ao redor do mundo.

A palavra portuguesa “fada” deriva do latim fatum, que significa destino, fatalidade, fado, etc. Em Portugal, os contos de fadas surgiram no final do século XIX sob a denominação de “os contos da carochinha”, dotando o nome atual apenas no século XX.

As fadas são seres fantásticos que todas as crianças adoram, e nos diversos filmes da Disney, elas são retratadas de uma forma bela e encantadora. Sininho, a leal companheira de Peter Pan, é um dos vários exemplos clássicos que existem até hoje. 😊

Apesar das diversas representações desta criatura fantástica, as fadas, normalmente, são apresentadas por belas mulheres dotadas pela imortalidade e por poderes sobrenaturais, capazes de interferir na vida dos mortais. Mas as fadas também podem ser representadas como seres malignos, muito parecidas com as “bruxas”, apesar das verdadeiras “bruxas” serem na maior parte das vezes retratadas como seres feios, perversos e repugnantes.

Contudo, por mais que isto possa acontecer, nos contos de fadas que conhecemos, as fadas são normalmente dotadas de boa conduta, sempre prontas a ajudar os mortais ou aqueles que precisam delas. 

A primeira referência feita às fadas na literatura foi na Idade Média e nas novelas de cavalaria do Ciclo Arturiano, e perduram até aos dias de hoje. No entanto, apesar destes contos maravilhosos serem nomeados de “os contos de fadas”, nem sempre possuem este ser fantástico. São dotados de magia e encantos, mas nem sempre ligados às fadas.





Agora diz-me, gostas de fadas? Em criança, alguma vez desejaste ser uma fada, ou encontrar uma?
Deixa a tua resposta nos comentários. 😊


Bem, por hoje é tudo…
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

terça-feira, março 13

Como Escrever um Conto Tradicional/Popular?




Para escreveres este tipo de conto, é imprescindível que leias a minha publicação anterior. Eu sei que neste momento poucos são aqueles que irão escrever este tipo de conto, mas deixarei mesmo assim algumas dicas caso o queiras fazer… 😉

Para escreveres um conto tradicional/popular precisas respeitas dez passos, que são eles:

  1. Apresentar a personagem principal (herói) e as suas principais características;
  2. O objetivo do herói, que pode ser um sonho, um desejo ou algo que eventualmente levou a possui-lo;
  3. A partida para a aventura, largando o seu mundo pacífico e confortável;
  4. O surgimento dos obstáculos que o herói terá de ultrapassar;
  5. O final da viagem e a descrição do ambiente;
  6. O aparecimento do vilão/rival, que tentará impedir o herói de concretizar o seu objetivo;
  7. A derrota do herói;
  8. A desforra e vitória do herói;
  9. O regresso do herói ao seu mundo pacífico;
  10. O desfecho da história, com a recompensa do herói.


  • Apresentar a personagem principal (herói) e as suas principais características: neste primeiro passo deves escolher o teu herói e as suas características. O teu herói pode ser um príncipe, uma princesa, um marinheiro, um comerciante, um viajante, um camponês pobre, um soldado, uma jovem donzela, entre outros.
  • O objetivo do herói, que pode ser um sonho, um desejo ou algo que eventualmente levou a possui-lo: neste passo determinas o objetivo do teu herói, que pode ser o amor, a fama, um amuleto, um anel mágico, um objeto que lhe foi roubado, um remédio, recuperar alguém que foi raptado, entre outros.
  • A partida para a aventura, largando o seu mundo pacífico e confortável: a partida para a aventura vai depender do passo 1 e 2, anteriormente referidos, mas o modo como ele vai fica a teu critério: disfarçado, de barco, a pé, a cavalo, numa nave espacial, num pássaro gigante, por um portal, entre outros.
  • O surgimento dos obstáculos que o herói terá de ultrapassar: os obstáculos podem ser piratas, ladrões, animais selvagens, seres imaginários como dragões ou bruxas, montanhas, grutas e florestas perigosas, encantamentos ou maldições, doenças, enigmas impossíveis de descobrir, entre outros.
  • O final da viagem e a descrição do ambiente: é quando o herói chega ao fim da sua viagem, onde deves descrever o lugar, que pode ser um reino desconhecido, uma ilha, um outro planeta, um palácio, uma floresta, um esconderijo secreto, uma aldeia remota, uma igreja, uma floresta, um templo, entre outros.
  • O aparecimento do vilão/rival, que tentará impedir o herói de concretizar o seu objetivo: aqui, o herói encontra o seu rival, que pode ser um rei malvado, um demónio, ser imaginário/fantástico/monstro (dragões, fadas más, bruxas, magos malignos, sereias perseguidoras, um duende cruel, etc.), um extraterrestre, o diabo, um sábio maluco, entre outros.
  • A derrota do herói: o herói perde para o seu rival temporariamente. A sua situação pode ser: feito escravo ou prisioneiro, amaldiçoado ou encantado, metamorfoseado, condenado a um ou mais desafios mortais ou mesmo à morte, ferido, entre outros.
  • A desforra e vitória do herói: o herói encontra-se pela segunda vez com o seu rival e vence, após ser ajudado por um amigo ou conhecido. Aqui, o herói obtém aquilo que procurava na sua aventura. Este passo é influenciado pelos passos 2, 6 e 7.
  • O regresso do herói ao seu mundo pacífico: o herói faz a viagem de regresso, sendo perseguido por aliados do seu rival, que tentam elimina-lo. É também neste passo que pode surgir outros obstáculos que não estavam previstos. É neste momento que a história caminha para o desfecho.
  • O desfecho da história, com a recompensa do herói: finalmente, o herói regressa ao seu mundo pacífico, com o seu objetivo concluído. O final da história é quase sempre feliz.



Bem, por hoje é tudo... 😉
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quarta-feira, março 7

Poema - O Gatinho Sonhador




Um pequeno poema de um gatinho sonhador, tal como eu... 😊 🐈


O Gatinho Sonhador

Um gatinho sonhador
Espreitava pela janela
Desconfiava de algo
E esperava por ela.

A sua felina amada
Prometera visita-lo,
Mas estava atrasada
Por não saber ama-lo.

Desejava dizer-lhe
O quanto a amava
Pelo seu miar doce
Que sempre o acalmava.

Acabou por aparecer
Rouca e triste
Mas ele lhe mostrou
O seu coração fiel
E o que nele existe!

O amor é algo
Que devemos preservar,
E com as suas palavras doces
O gatinho sonhador
Isso lhe conseguiu provar.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

domingo, março 4

O Conto Tradicional/Popular




Que razão me leva a falar do conto tradicional/popular?

A resposta é bem simples. Nas minhas últimas publicações, o conto foi um dos assuntos abordados e hoje vamos conhecer a sua origem. Para quem não sabe, o conto tal como o conhecemos hoje teve origem no conto tradicional/popular, que viajou até nós através do tempo/espaço. E como “saber não ocupa lugar”, vamos descobrir mais sobre ele...

O conto tradicional/popular é uma narrativa breve que pertence à tradição oral, com uma origem desconhecida. Tudo o que sabemos é que surgiu no povo antigo e que faz parte do património universal. O conto tradicional/popular tinha como objetivo divertir e ao mesmo tempo, dar uma lição de moral.

Quais são os contos tradicionais/populares que conheces?
(deixa a tua resposta nos comentários)
😉😊

Sabias que o conto tradicional/popular tem algumas características distintas do conto de hoje? Toma nota:

  • O narrador não participa na ação;
  • As personagens têm sempre as mesmas características e normalmente estão relacionadas ao mundo sobrenatural/fantástico;
  • As ações encandeiam-se de forma linear;
  • O tempo e o espaço são indefinidos;
  • A linguagem usada no conto tradicional/popular revela marcas da oralidade, palavras e expressões que pertencem ao registo familiar ou popular.

A estrutura do conto tradicional/popular também desenvolve-se em três partes, tal como o conto de hoje, mas apresenta algumas diferenças:

  1. Inicio: apresentação do(a) herói/heroína da história e do seu mundo pacífico;
  2. Desenvolvimento: surgimento de um elemento que perturba o mundo pacífico do(a) herói/heroína. É nesta fase que o(a) herói/heroína vê-se obrigado(a) a deixar o seu mundo acolhedor e partir, enfrentando diversos obstáculos;
  3. Conclusão: o(a) herói/heroína conquista a sua felicidade, após ultrapassar todos os obstáculos. É recompensado(a), normalmente, com o amor ou com a amizade.

Toma nota: 📚


Ação
A ação do conto é breve e as sequências desencadeiam-se de forma linear.
Tempo
Existe concentração temporal; a localização temporal é indeterminada; não possui tempo cronológico; remete-nos para o passado: “era uma vez…”, “há muito tempo atrás…”.
Espaço
Existe concentração espacial; a localização espacial é indefinida.
Personagens
São reduzidos e nunca mudam, mantendo sempre as mesmas características; podem pertencer ao mundo sobrenatural/fantástico.
Linguagem
A linguagem utilizada neste tipo de conto possui marcas da oralidade, palavras e expressões que pertencem ao registo popular.



Personagens
Herói/Heroína
Vilão/Vilã
Adjuvantes
Oponentes
Aquele(a) que sofre e ultrapassa os obstáculos e conquista a/o felicidade/amor.
Aquele(a) que faz o/a herói/heroína sofrer.
Aqueles que ajudam o/a herói/heroína a ultrapassar os obstáculos e a conquistar a/o   felicidade/amor.
Aqueles que ajudam o/a vilão/vilã a prejudicar o/a herói/heroína.


Bem, por hoje é tudo. 😊 😉
Espero que tenhas gostado de saber as origens do conto...


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quinta-feira, março 1

Como Escrever uma Crónica?




Como escrevo uma crónica?

De certeza que é uma pergunta que todos os iniciantes fazem e hoje vou ajudar-te a escrever uma. Tal como havia prometido, hoje vou dar-te algumas dicas para escreveres a tua própria crónica e elas servem para qualquer que seja o tipo de crónica que tenhas escolhido.
Caso não tenhas visto a minha publicação sobre o que é uma crónica, aconselho-te a dar uma vista de olhos antes, de forma a compreenderes o propósito destas dicas.

E agora, vamos às dicas: 😋

  1. Saber o que é uma crónica: tal como disse anteriormente, para escreveres uma crónica deves primeiro saber o que é uma crónica e claro, conhecer as suas principais características. Isto é o básico do básico!
  2. Ler crónicas (de todos os tipos, de preferência): acredito que já não é um segredo para ti. Pois tal como para escrever um conto tens de ler contos, para escreveres uma boa crónica tens de ler crónicas… É mais do mesmo, certo?
  3. Escolher um acontecimento: neste aspeto, não podes deixar que a preguiça te alcance! Deves ler jornais, revistas e ver os noticiários, de maneira a ficares por dentro dos acontecimentos atuais. Mas porquê, perguntas tu… A resposta é muito simples: para poderes escolher o acontecimento que vais narrar na tua crónica e claro, se for atual, mais interessante vai ser para os teus leitores! São raras as pessoas que leem crónicas de acontecimentos que já lá vão… Podes utilizar também algo que aconteceu contigo para escreveres a tua crónica, nada te vai impedir de o fazeres, mas não te esqueças que a situação que decidires escrever deve especialmente chamar à atenção, caso contrário, ninguém a vai querer ler!
  4. Formar uma opinião: lembraste do que eu te disse ainda há pouco sobre chamar à atenção? Pois é, ai está a chave para o sucesso da tua crónica! Em qualquer notícia que leias nos jornais e gostes, vais perceber logo a razão de ela te chamar à atenção… Ela causa-te emoções, tanto negativas (tristeza, raiva, surpresa, etc.) como positivas (alegria, satisfação, surpresa, etc.) e claro, uma opinião pessoal sobre o assunto. Todas as crónicas possuem a visão pessoal do cronista e por isso, ao escolheres a situação não te esqueças também de apontar a tua opinião, ela vai ser imprescindível para a tua crónica. Nota: se não utilizares a tua opinião, não estás a escrever uma crónica e sim a relatar um acontecimento quotidiano. A tua opinião e experiência sobre o ocorrido é o que alimenta a crónica como um todo e por isso, aconselho-te a listar todos os aspetos sobre a tua opinião e depois escreve-los organizadamente na tua crónica.
  5. Evitar personagens: já sabes, vais escrever uma crónica e não um conto. A crónica é uma mistura de jornalismo e de literatura, relata um acontecimento quotidiano e expressa opiniões, criticas e ideias, e por isso mesmo, muitas vezes não possui personagens. Pode possuir, pois não existe a regra “não existe personagens na crónica”, mas só deves usa-las quando o acontecimento relata algo que aconteceu numa interação entre duas ou mais pessoas. Deves lembrar-te que o mais importante numa crónica é a tua opinião sobre o tema/ocorrido, não deixes isto de lado, a tua opinião é a relevância da crónica.
  6. Fantasiar, nunca: vais escrever uma crónica, um texto narrativo que relata acontecimentos reais/verdadeiros, portanto mantém o foco no acontecimento a que te propuseste a escrever. Podes fantasiar, logo que mantenhas o acontecimento em destaque. Lembra-te, o ocorrido é o centro da crónica, não a fantasia a que te propuseste a criar em torno dele!
  7. Elaborar o primeiro rascunho: a regra fundamental para escreveres o teu primeiro rascunho é esta: escrever as características básicas e depois aprofunda-las. Deves sempre escrever a tua crónica da maneira mais simples e fácil para ti, não te preocupes com isto ou aquilo... Depois de escreveres o teu primeiro rascunho, vais acrescentando e apagando o excesso até ficar pronta.
  8. O tamanho da crónica: as crónicas são textos curtos, de rápida e ténue leitura. Ela é elaborada com base no conhecimento comum, especialmente do teu leitor. Para não exagerares no tamanho da crónica aconselho-te a economizar nas palavras, a evitar descrições detalhadas e a poupar na fantasia a que te propuseste a fazer para embelezar a tua crónica.
  9. Terminar a crónica: como qualquer outro texto produzido de raiz, a crónica também precisa de uma revisão adequada: cortar o que não é necessário, acrescentar informações que eventualmente foram esquecidas ou que são necessárias para a compreensão do texto, corrigir os erros ortográficos e gramaticais, verificar o ritmo do texto, alterar palavras que não se encaixam de maneira alguma, entre outras mudanças importantes. Para fazeres todas estas correções aconselho-te a ler, a reler e a voltar a ler o texto, pois por mais que o façamos, acaba sempre por nos escapar alguma coisa e isso deve ser evitado ao máximo.
  10. Avaliar a crónica: quando terminares a revisão do teu texto (crónica), é importante fazeres uma avaliação pessoal do que escreveste. Nesta fase, pouco te posso ajudar, mas deixarei só para ti algumas questões que poderão ajudar-te a chegar a uma conclusão. Espero que sejam úteis!
    • Conheces as características principais da crónica, certo? Então, consegues identifica-las no teu texto?
    • A tua crónica tem pouco texto? Não está longa demais?
    • Consegues identificar o acontecimento que decidiste narrar na tua crónica?
    • Consegues distinguir o que é real e o que é imaginário na tua crónica?
    • A sua leitura é leve e simples?
    • A linguagem que usaste é universal? A tua crónica é acessível a qualquer público-alvo (idade, região, classe social, etc.)?
    • A tua crónica contém os elementos básicos da narrativa?
    • A crónica possui a tua opinião pessoal sobre o ocorrido?
    • A tua opinião é compreensível (a linguagem usada é compreensível)?
    • A tua crónica gera uma reflexão nos teus leitores?
    • A tua crónica produz emoções nos teus leitores?
    • A tua crónica diverte os teus leitores?
    • Por fim, tu gostas do teu texto? O que não gostas? Se fosses um leitor, o que mudarias na tua própria crónica?

Bem… Depois destas dicas, acredito que escrever uma crónica será fácil, mas se tiveres alguma dúvida, deixa nos comentários
Responderei assim que puder…
Desejo-te sorte e uma ótima escrita. 😉


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊