quinta-feira, janeiro 31

Miniconto 20 – Desfaleceu




Hoje também é o Dia ao Contrário.
Vamos a um jogo simples. Lê o miniconto e depois volta a ler, mas ao contrário (começa de baixo para cima). Já está? Agora diz-me, quem é que desfaleceu?
Consegues dizer-me? Coloca a tua resposta nos comentários.
😉😋😉



Miniconto 20 – Desfaleceu

A porta bateu e as velas apagaram-se. A escuridão engoliu-os. Ela gritou e o sangue espalhou-se pelo chão. Desfaleceu.



FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 31-01-2019)


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

Poema – Magia no Ar




Hoje é o Dia Mundial do Mágico.
O que me dizes, tens mãos de mágico?
😉😉😉


Poema – Magia no Ar

Nas suas livres mãos
a magia erguer-se no ar,
as brincadeiras principiam-se,
é hora de aprender a sonhar!

Num vasto mundo colorido,
as cores saltam, a cantar,
a de asas abertas, no vento
se ouvem a bater, a soar.

A alegria instala-se, o branco
aparece e toma o seu lugar,
e num canto formoso,
voa, a pomba, para depois
nas mãos do mágico pousar.

A magia contínua, num
mistério por desvendar,
as crianças sorriem, felizes
e expectantes, numa espera
que prolonga-se no ar.

Os movimentos leves surgem,
fazendo-as, aos poucos, recear,
e num instante de magia pura,
o incrível acontece com a 
sua presença desvanecida no luar.

Fim.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quarta-feira, janeiro 30

Miniconto 19 – Uma Palavra




Hoje é o Dia Escolar da Não Violência e da Paz.
Lutemos por um mundo melhor…



Miniconto 19 – Uma Palavra


Eram todos iguais. Ele aparecia, empurrava os meus colegas, que encolhiam-se de medo, e batia-me. Certa vez, não apareceu. Um colega, que nem o seu nome sabia direito, aproximou-se de mim, sorriu e disse: Ele não vem. A minha palavra chegou.


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 30-01-2019)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

terça-feira, janeiro 29

Miniconto 18 – Livre para Viver




Hoje trago mais um miniconto.
Como vão os vossos escritos?
😉😉😉



Miniconto 18 – Livre para Viver


Procurava a liberdade, o sentimento verdadeiro de viver.
Desejava acordar do vazio que sentia.
Precisava de ser livre, de encontrar o seu lugar.
Procurou aqui, ali e acolá.
Largou tudo, a família, os amigos e os conhecidos.
Quebrou leis, regras, costumes e tradições. Abandonou tudo.
Partiu apenas com a roupa do corpo. O tempo passou, não encontrou…
A saudade veio e as raízes gritaram. Retornou e por fim, encontrou o que desejava.
Não a liberdade, mas a sua razão de viver.


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 29-01-2019)



Um abraço e até à próxima.



Borboleta Voadora
😊😊😊

sábado, janeiro 26

Listas – Livros para Ler em 2019




Gostas de ler? És alguém que lê muito durante o ano?
Pois eu sou uma dessas pessoas e hoje decidi listar alguns dos livros que pretendo ler este ano. A verdade é que este ano decidi ler aqueles que já há algum tempo venho a arrastar, e que todos aconselham a ler. 😊 Já leste algum deles?

  1. “A Escrava” de Pauline Holdstock;
  2. “Nolita e a Cruz Medieval” de Maria Jorge;
  3. “A Marquesa de O” de Heinrich Von Kleist;
  4. “O Terremoto no Chile” de Heinrich Von Kleist;
  5. “A Metamorfose” de Franz Kafka;
  6. “Toda uma Nova Vida” de Lucia Giovannini;
  7. “Chuva” de Kirsty Gunn;
  8. “O Cavaleiro da Armadura Enferrujada” de Robert Fisher;
  9. “Walking Dead” de Robert Kirkman;
  10. “Tamar” de Mal Peet;
  11. “Alzira, a Santa Suplente” de José Vaz;
  12. “A Filha da Floresta” de Juliet Marillier;
  13. “O Filho das Sombras” de Juliet Marillier;
  14. “A Filha da Profecia” de Juliet Marillier;
  15. “As Neves do Kilimanjaro” de Ernest Hemingway;
  16. “Vampiratas, Demónios dos Mares” de Justin Somper.
  17. “Alice do Outro Lado do Espelho” de Lewis Carroll.


Assim que os terminar, farei um pequeno comentário sobre a sua leitura. Espero que me acompanhes nesta nova jornada. Aqueles que ler, para além dos listados, também receberão uma opinião aqui no blog. Fica de olho!



Bem, eu fico por aqui.
Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

quarta-feira, janeiro 23

Reflexão III – Escrever à Mão






Com o avanço da sociedade, envolta nas novas tecnologias (telemóveis, tablets, computadores, redes sociais, etc.), a escrita à mão tem perdido o seu poder e encanto. A introdução das novas tecnologias facilitaram a nossa vida, tanto a nível pessoal como profissional, mas a verdade é que elas também têm um lado obscuro.

Repara! Facilitaram a comunicação em tempo real com alguém que está longe, num outro país por exemplo, mas essa mesma facilidade contribuiu para que cada vez mais as pessoas evitem o contacto visual (agora é tudo por mensagens de telemóvel ou facebook, até mesmo aquilo que é importante e que devia ser dito pessoalmente).

Também facilitaram a leitura ao permitir o transporte de vários livros, artigos, documentos de uma só vez e num só lugar, algo bom nesta sociedade tão competitiva, mas a claridade e a luz do visor, de qualquer aparelho, tem contribuído para o aumento de problemas visuais e consequentemente, o uso de óculos.

A escrita digital não é uma exceção. Os computadores, os telemóveis e os tablets têm contribuído para a diminuição do uso do lápis e da folha de papel, algo que apesar de pouco percetível, tem feito muito mal ao nosso corpo. Após alguns estudos, os cientistas chegaram à conclusão que trocar a escrita à mão pelo teclado e pelas telas acarreta vários fatores prejudiciais, especialmente para o nosso cérebro.

Para teres uma pequena ideia, quando uma criança aprende e escreve à mão, ela desenvolve três áreas importantes do cérebro: a visual (o que ela vê e o que o cérebro interpreta), a motora (o movimento coordenado da mão e dos dedos) e a cognitiva (o pensamento, o raciocínio, a memória, a concentração, a perceção, entre outras).

Num todo, podemos afirmar que escrever à mão ajuda no desenvolvimento intelectual do individuo, estimulando a atividade cognitiva do cérebro (aprendizagem, ortografia, criatividade, memória) e no conhecimento de nós mesmos, pois quando escrevemos no nosso diário temos mais facilidade em falar sobre as nossas emoções, sentimentos e pensamentos, sem medos ou culpas, e o lado mais interessante disto tudo é que quando escrevemos, temos uma maior compreensão e controlo sobre os sentimentos mais alterados, como a raiva e a angustia – é quase como uma terapia!

A escrita á mão proporciona diversos benefícios para a nossa saúde, para o nosso bem-estar, e é muito triste ver que cada vez mais a sociedade dá pouca importância ao lápis e à folha de papel.

Aprendemos a escrever à mão, a criarmos a nossa própria caligrafia (vemos a nossa letra a evoluir e a mudar com o tempo), a nossa própria marca, pois não existe dois indivíduos com a mesma caligrafia.

A escrita é uma herança do tempo e da história, é algo único.

Pessoalmente, não troco a escrita à mão pelas novas tecnologias. Sim, é verdade que são acessíveis e que nos ajudam muito, mas possuir algo palpável ainda é fundamental para mim. O cheiro das folhas e dos cadernos acabados de comprar, o cheiro dos lápis afiados, as múltiplas cores das canetas, tudo tão incrível, tão entusiasmador e que está a perder-se no tempo.

A evolução tem facilitado as nossas vidas, mas quanto teremos de abdicar, de prejudicar o nosso corpo para vivermos assim, tão facilmente? Vale mesmo a pena abandonar a escrita à mão pelas novas tecnologias? A coexistência é impossível? Abdicar de um em função do outro…

Algo muito triste que provavelmente será a realidade dos próximos anos e neste Dia da Escrita à Mão decidi falar um pouco sobre o assunto que se tornou contraditório. Comenta aqui em baixo a tua opinião para debatermos. Irei de certeza responder-te! 😉






EXTRA

Vamos a um exercício: imagina que as crianças de hoje começam a aprender a escrever sem o auxílio do lápis e da folha de papel. Passados cinquenta anos, um acontecimento aleatório (neste caso, pouco importa qual) destrói a tecnologia por completo, fazendo-a desaparecer. O que aconteceria a estes adultos que estavam dependentes da escrita digital e das tecnologias? Deixa a tua opinião nos comentários.



Bem, eu fico por aqui.
Um abraço e até à próxima.



Borboleta Voadora
😊😊😊

segunda-feira, janeiro 21

Miniconto 17 – Calculo Sangrento



Cálculos, assassino, sangue, vitimas…
Só mais um miniconto!
😉😉😉

Miniconto 17 – Calculo Sangrento


Calculava tudo ao pormenor, a vida, os inimigos, a morte…
Naquela noite sangrenta, contou o número de cadáveres.
Faltava um para completar a sua vingança.
Raiva. Ódio. Tristeza.
Desapareceu, engolido pela neblina da noite mais fria do ano.

FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 21-01-2019)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

sábado, janeiro 19

Miniconto 16 – Ver o Céu.




Já olhaste para o céu hoje? 😉
Quantas vezes já o fizeste na tua vida?
Não desperdices algo tão magnífico…
Pode vir a ser a última vez.



Miniconto 16 – Ver o Céu

Desejava voar, ver o céu e as estrelas.
O camião travou e deslizou pela neve escorregadia.
Voou, viu o céu e tornou-se uma estrela.


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 19-01-2019)



Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

terça-feira, janeiro 15

Poema – O Diário



Hoje trago mais um poema.
Espero que gostem…
😉😉😉



Poema – O Diário

A noite surge no horizonte
e as palavras ganham vida,
registam a angústia do meu peito
que sofre de amor e saudade
por alguém que não é perfeito.

Pouco a pouco, as palavras
com valor são arrefecidas,
dão lugar a outras que nascem
e choram, sentem-se aborrecidas.
São vítimas da tinta que marca…

As lágrimas que eu não choro,
o diário desvanece-se em prantos
numa aflição confidenciada,
chora, chora e chora,
e a dor altera-se, aliada.

O amor que sinto faz-me sofrer
numa dor sem consolação,
suporto o que posso e nele
escrevo, restabeleço-me,
para dar força ao meu coração.

Vejo, ouço e escrevo,
atenta aos passos que a vida dá,
sou uma sofredora do coração.
E as palavras cravadas na alma
das várias, múltiplas páginas,
choram de anseio e emoção.


Fim.


Um abraço e até à próxima.




Borboleta Voadora
😊😊😊

sexta-feira, janeiro 11

Miniconto 15 – Obrigado!




Hoje é o Dia Internacional do Obrigado.
Já agradeceste hoje?
😉😉😉



Miniconto 15 – Obrigado! 


- Obrigado, senhor!
- Não é nada.
- Obrigado, senhora!
- Não precisas de agradecer.
- Muito obrigado!
- Nós somos amigos. Não precisas de agradecer.
Quando chegou a casa, o menino perguntou, indignado:
- Mãe! Porque é que eu devo agradecer às pessoas se elas não aceitam a minha gratidão?


FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 11-01-2019)


Um abraço e até à próxima.



Borboleta Voadora
😊😊😊

quarta-feira, janeiro 9

Miniconto 14 – Um Diamante





O primeiro miniconto do ano…
Pequenino, mas cheio de significado.
😉😉😉


Miniconto 14 – Um Diamante

Desejava um diamante.
Diana nasceu e não desejou mais nada.



FIM…
(Borboleta Voadora, Portugal, 09-01-2019)




Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊

domingo, janeiro 6

Poema – Estrela Milagrosa




O bolo-rei está uma delícia… 😉
Desejo-vos um ótimo Dia de Reis!


Poema – Estrela Milagrosa

Guiados por uma estrela milagrosa
chegaram à salvação do mundo,
personificado numa criança pura
que nasceu para guiar os perdidos
do seu amor verdadeiro e profundo.

Ouro, encenso e mirra,
foram os presentes oferecidos
com graça ao Deus Menino,
que deitado numa manjedoura
ditava e escrevia o nosso destino.

Os reis magos do oriente,
uma longa viagem fizeram
para o Deus Menino adorar
e nós, o seu povo pecador,
para pegarmos na sua mão
devemos a Ele sempre amar.

Fim.


Um abraço e até à próxima.


Borboleta Voadora
😊😊😊